Jogo controlado se transforma em frustração
O Santos desperdiçou mais uma oportunidade de consolidar sua ascunção na tabela e somar pontos cruciais contra um adversário teoricamente inferior. Diante da Chapecoense, em partida disputada na Vila Belmiro, o Peixe empatou em 2 a 2, resultado que deixa a equipe estagnada nos 22 pontos e ainda sob ameaça da zona de rebaixamento. A atuação, marcada por uma queda drástica de rendimento entre os tempos, reforçou a preocupação com a excessiva dependência do talento de Neymar para definir partidas.
Dependência de Neymar e cartão que preocupa
Apesar de ter criado boas oportunidades e demonstrado evolução em alguns aspectos sob o comando de Cuca, o Santos mostrou sua vulnerabilidade defensiva e a dificuldade em transformar superioridade em placar. Quando Neymar não consegue ser o protagonista decisivo, a equipe encontra barreiras para sair com a vitória. Em um lance que gerou indignação, o camisa 10 recebeu um cartão amarelo por uma bobagem desnecessária, o que o tirará da próxima partida contra o Athletico-PR, um desfalque que agrava a situação.
Queda de rendimento e erros que custam caro
A transição entre os tempos foi notadamente negativa para o Santos. Enquanto o primeiro tempo foi amplamente dominado pelo time da casa, a etapa complementar viu a equipe voltar desligada, permitindo que a Chapecoense, tecnicamente inferior, crescesse no jogo. Essa oscilação não é inédita na temporada, com erros individuais que já custaram caro em outras partidas, como contra o Botafogo. Diante da lanterna do campeonato e jogando em casa, a repetição de falhas em um jogo onde a vitória era obrigação acende o sinal de alerta.
Resultado aquém do esperado na Vila Belmiro
O empate em 2 a 2 com a Chapecoense, para além de não representar uma mudança de patamar como a goleada na Venezuela poderia sugerir, é um resultado longe do aceitável para um clube que almeja deixar a parte inferior da tabela. A necessidade de vencer em casa contra o último colocado era clara, e o placar final, embora evite um desastre maior, evidenciou as lacunas que precisam ser urgentemente corrigidas pela comissão técnica.
Fonte: www.gazetaesportiva.com
