Valter Walker debocha do próprio sucesso no UFC: ‘Sou um m***, temente a Deus’

Humildade ou personagem? Walker surpreende com declarações pós-vitória

Poucos minutos após estender sua impressionante sequência de vitórias por finalização no Ultimate, Valter Walker voltou a ser o centro das atenções, e não apenas por sua performance dentro do octógono. Fora dele, o peso-pesado carioca manteve o estilo irreverente que o acompanha na organização, minimizando seu próprio talento após o triunfo sobre Thomas Petersen no último sábado (25), no UFC Abu Dhabi.

‘Não sei fazer outra coisa’, afirma Walker sobre repertório

Em entrevista ao canal ‘Laerte Viana na Área – MMA’, Walker adotou um discurso repleto de autodepreciação, misturando humor e aparente sinceridade. Apesar de ter alcançado a quinta vitória consecutiva por finalização – todas em ataques à perna do adversário no primeiro round –, o brasileiro declarou que seu repertório se resume ao golpe que o transformou em uma das figuras mais curiosas da categoria.

“Eu sou ruim, não sei fazer outra coisa. Estou fazendo o que eu sei fazer. Não estou querendo passar recado nenhum, esse é o meu limite. Se alguém defender, eu não sei o que vou fazer (risos). Hoje, vocês quase viram eu me f***. Se o maluco saísse (do golpe), eu ia perder. Eu sou um m***, temente a Deus. Deus me salvou de novo”, declarou o peso-pesado.

‘Plano B’ inexistente: Walker preferiria desistir

O lutador foi além e brincou que sequer possui um ‘plano B’ caso seus adversários consigam neutralizar sua especialidade. Entre risos, Walker afirmou que preferiria até pedir para o árbitro encerrar o combate a continuar trocando golpes caso suas chaves de pés fossem defendidas.

“Eu não sei fazer nada. Acho que eu já mostrei tudo que eu tinha para mostrar. Não tenho mais nada para mostrar, acabou (risos). Defendeu essa p*** (chave de calcanhar), eu nunca tinha chegado nessa parte. Se o maluco defender o pé e a panturrilha, eu já vou olhar para o juiz: ‘Pode interromper aqui. Desistência. Pode parar. Não quero apanhar’. Pô, eu saí no pé do maluco, ele me deu dois socos na orelha e eu já quase olhei para o juiz e pedi: ‘Ô, me tira daqui. Desisti’”, completou Valter.

Sinceridade ou estratégia de marketing? Resultados falam por si

A fala de Valter Walker deixa no ar a dúvida sobre o quanto existe de brincadeira e de sinceridade em suas declarações. Conhecido pelo bom humor e pela personalidade descontraída, o brasileiro frequentemente recorre à ironia em entrevistas. Ao mesmo tempo, o peso-pesado também sempre adotou um tom cauteloso ao analisar sua capacidade como lutador, deixando claro que ainda não se considerava preparado para competir entre os rivais de elite da divisão – postura pouco usual nos esportes em geral.

Independentemente do tom adotado, o resultado fala por si. Em Abu Dhabi, Walker voltou a resolver a luta pela via rápida, consolidando sua ascensão como uma das promessas da divisão dos pesados do UFC e reforçando sua condição de especialista em finalizações. Se o próprio atleta insiste em diminuir o seu talento, seus adversários certamente não parecem compartilhar da mesma opinião.

Fonte: agfight.com

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