Santos na mira da Justiça: Venda de Soteldo ao Fluminense vira alvo de processo por coação e dívida milionária

Empresa de agenciamento acusa o Peixe de impor condição para liberar Soteldo

O Santos FC está sendo processado na Justiça pela Secasports, empresa de agenciamento esportivo, em relação à transferência do atacante venezuelano Yeferson Soteldo para o Fluminense, ocorrida em junho do ano passado. A Secasports alega ter sofrido coação por parte do clube alvinegro para abrir mão de valores que lhe eram devidos, como condição para que a negociação do jogador fosse concretizada. Essa suposta pressão teria gerado um prejuízo financeiro significativo para a empresa.

Dívidas antigas e nova exigência para liberar o atacante

De acordo com a Secasports, o Santos já possuía uma dívida de R$ 515 mil em discussão na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Além disso, havia um débito referente a parcelas de uma comissão de R$ 3,8 milhões. Foi nesse cenário que surgiu a oportunidade de Soteldo ser vendido ao Fluminense por US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 30 milhões na época).

A empresa relata que o Santos estabeleceu uma exigência intransigente: a Secasports deveria conceder quitação total e renunciar a todos os créditos que estavam sendo discutidos na CNRD, além de valores remanescentes de um distrato, totalizando R$ 960 mil. Essa condição colocava a Secasports em uma situação de “vulnerabilidade econômica”, segundo o processo, forçando a empresa a ceder para não perder a chance de Soteldo atuar no Rio de Janeiro.

Coação e descumprimento de acordo verbal

A Secasports argumenta que a negociação de Soteldo foi utilizada como “isca” e instrumento de pressão para que o Santos se livrasse de suas dívidas. A empresa classifica o episódio como “coação”, pois afirma ter sido obrigada a realizar um acordo que, em circunstâncias normais, não celebraria. Para piorar a situação, mesmo após a renúncia forçada, a Secasports alega que o Santos agiu de má-fé e descumpriu um compromisso verbal assumido posteriormente: não repassou os 5% do valor da transferência de Soteldo ao Fluminense.

Cobrança milionária e pedido de arresto de bens

Diante do exposto, a Secasports busca na Justiça a condenação do Santos ao pagamento de diversas quantias: os R$ 515 mil da CNRD, R$ 2,2 milhões referentes a dívidas de intermediações passadas, 5% do valor da transferência de Soteldo ao Fluminense, além de indenização por danos morais, honorários advocatícios e custas processuais. A empresa também solicitou o arresto de bens do clube para garantir o cumprimento da decisão, caso seja favorável.

O Santos Futebol Clube foi contatado para comentar o caso, mas não se manifestou até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para a manifestação do clube alvinegro.

Fonte: www.espn.com.br

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