Diniz defende método de cobrança no Vasco e cita melhora de jogadores como prova de respeito

Treinador reconhece direito da torcida e busca por mais produção em campo

Após a partida, em entrevista coletiva, o técnico Fernando Diniz abordou o protesto da torcida do Vasco e a necessidade de a equipe apresentar um futebol mais consistente. “Tem que ganhar o jogo. A torcida está no direito de vaiar, tem que saber aceitar a crítica dela. Não tenho nada para falar da torcida do Vasco, que é fantástica. Vaiou merecidamente. Tínhamos que ganhar o jogo, produzir mais, ter inspiração”, analisou o comandante.

Desabafo sobre bronca em Nuno Moreira e a relação com os jogadores

Diniz também fez um forte desabafo ao ser questionado sobre o episódio da bronca em Nuno Moreira. O treinador defendeu sua maneira de tratar os jogadores, afirmando que, se tivesse percebido a presença das câmeras, talvez agisse de outra forma. “Eu tenho 16 anos de treinador. Joguei futebol para aprender a ser técnico. E sou um cara que me entrego completamente para ajudar os jogadores. Da minha parte, não tem falta de respeito. De maneira alguma. Os jogadores que trabalham comigo, quase todos querem trabalhar de novo. Os jogadores melhoram, quase em sua maioria”, declarou.

Exemplos de sucesso no Vasco e em clubes anteriores

Para ilustrar sua metodologia, Diniz citou diversos jogadores que, em sua visão, evoluíram sob seu comando. “Vou usar um exemplo no Vasco. Já cobrei muitas vezes o Rayan de maneira enérgica. Ele disse que sou igual um pai para ele. Quando ele saiu daqui, estive no casamento dele, a mãe e o pai me encontraram, a mãe chorando falou assim: ‘Você mudou a vida da nossa família’”, relatou.

O treinador listou outros casos de sucesso: “Se pegarmos os jogadores que vieram para cá, todos melhoraram. O Paulo Henrique foi para a seleção brasileira, Rayan foi vendido por quase 40 milhões de euros, Cuesta estava esquecido na Turquia, voltou para cá e voltou para a seleção, Gómez não jogava na França, Barros estava no Amazonas e virou titular no Vasco, Nuno fez 11 gols na temporada, Léo Jardim melhorou com os pés… todo mundo melhorou”, finalizou.

Respeito e interesse genuíno no desenvolvimento dos atletas

Diniz enfatizou que sua cobrança é feita com o objetivo de ajudar os jogadores a atingirem seu potencial máximo. “A cobrança que eu faço é um dos pilares de eu conseguir ajudar os jogadores. Eles sabem disso. É uma coisa amorosa. Muito diferente das pessoas que fazem a crítica, que não têm interesse nenhum em ajudar o jogador”, concluiu. Ele reiterou que seu temperamento é de cobrança, mas que o interesse é sempre no bem-estar e desenvolvimento do atleta, com justiça feita internamente.

Fonte: www.espn.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *