Pranchas Quebradas: De Santos a União, o Documentário que Revela a Repressão do Surf na Ditadura Militar

A Ditadura Militar e o Surf em Santos

O documentário “Pranchas Quebradas – O que ninguém contou sobre o surf em Santos”, dirigido por Márcio Fernandes de Andrade e Fábio Boturão Ventriglia, lança luz sobre um período sombrio para os praticantes de surfe na cidade de Santos. Entre os anos de 1967 e 1974, a prática do esporte foi marcada por repressão e limitações impostas pelas autoridades da época, em pleno regime militar.

A Experiência dos Surfistas Lendários

O filme reúne depoimentos de surfistas icônicos da região, como Fuad Mansur, Cisco Araña, Almir Salazar e Picuruta Salazar, que compartilham suas vivências desagradáveis. Eles relatam a apreensão de suas pranchas pelas autoridades, muitas vezes sob o comando do temido salva-vidas conhecido como “Japonês”, que não demonstrava clemência com os surfistas.

Da Repressão à União da Comunidade

Apesar do clima de perseguição, o documentário também retrata a força e a união da comunidade de surfistas de Santos. “Pranchas Quebradas” não se limita a expor os momentos de dificuldade, mas também celebra a forma como os praticantes encontraram maneiras de driblar a proibição e manter viva a paixão pelo surfe, fortalecendo laços e criando uma identidade cultural.

Produção e Impacto Cultural

Com produção de João Paulo Cortez, Marcus Testini e Flávio Guaríglia Neto, e gravação, edição e finalização da MS Content Produções, o filme promete ser um registro histórico importante. Ele oferece uma perspectiva inédita sobre a relação entre o esporte, a sociedade e o contexto político do Brasil durante a ditadura militar, contribuindo para a preservação da memória do surfe brasileiro.

Fonte: www.waves.com.br

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