Governo de SP quer que Palmeiras seja responsabilizado por morte de torcedora em jogo contra o Flamengo

Estado de São Paulo incluiu o Palmeiras no processo que apura a morte da torcedora Gabriella Anelli, ocorrida em julho de 2023, antes do jogo contra o Flamengo. A decisão atende a um pedido do governo, que argumenta que o clube detém responsabilidade objetiva pelos danos causados por falhas na segurança do evento.

O governo paulista sustentou na Justiça que a organização esportiva, neste caso o Palmeiras, tem responsabilidade direta por agressões físicas ocorridas no entorno do estádio, como o caso de Gabriella. Segundo o Estado, o plano de segurança do jogo é competência do clube, com participação dos órgãos públicos, mas sem que estes transfiram a responsabilidade para si. Os órgãos públicos atuariam em colaboração para garantir a segurança do evento.

Falhas na Segurança e Participação do Clube

A Polícia Militar informou ter empregado 115 militares na partida e apontou falhas no contingente e na atuação dos seguranças particulares do Palmeiras, responsáveis pela abertura de portões e outras funções. O tribunal acatou o pedido do Estado e incluiu o clube no processo.

Gabriella Anelli foi atingida no pescoço por uma garrafa de vidro horas antes do confronto entre Palmeiras e Flamengo, nas proximidades do Allianz Parque. O professor Jonathan Messias Santos da Silva foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado pela morte da torcedora. Ele arremessou a garrafa que causou o ferimento fatal.

Ação do Irmão da Vítima e Culpa por Omissão

O irmão da vítima, Felipe Anelli Marchiano, já havia processado o Palmeiras anteriormente, mas desistiu da ação. Na ação aberta contra o Estado, ele alega que sua irmã, membro de uma organizada do clube, foi ao Allianz Parque assistir ao jogo. Segundo ele, a tragédia ocorreu quando os portões que separavam as torcidas foram abertos na entrada do estádio. Ele aponta omissão e negligência do Estado por não haver agentes suficientes no local no momento oportuno e pela ausência de viaturas para intervir no conflito. A ação pede R$ 1 milhão por danos morais e R$ 150 mil em honorários advocatícios.

O Palmeiras não comentou o caso quando procurado pela imprensa.

Fonte: www.espn.com.br

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