Críticas à padronização e gramados artificiais
O debate sobre o uso de gramados sintéticos no futebol brasileiro ganhou força com as declarações de Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo, em entrevista ao jornal espanhol “Diario AS”. Bap criticou a adoção de campos artificiais por alguns clubes, alegando que a prática prejudica a padronização esportiva, um aspecto fundamental do Fair Play. “Todos os times entram em campo com 11 jogadores, é preciso usar uniforme, as partidas têm horário de início. Há regras para absolutamente tudo, mas não temos uma padronização dos campos”, afirmou.
Clubes com gramados artificiais no foco
O dirigente rubro-negro também direcionou críticas a clubes que priorizam a realização de shows em seus estádios, o que muitas vezes leva à instalação de gramados artificiais. “Alguns clubes no Brasil têm estádios com gramado artificial porque fazem shows. Acho que estão no negócio errado. Deveriam se dedicar ao show business e abandonar o futebol. É outro negócio, e o trabalho deles é administrar um clube de futebol”, disparou.
Investimentos e evolução do gramado do Maracanã
Atualmente, cinco equipes da elite do futebol nacional utilizam gramado sintético. Apesar do calendário intenso, Baptista destacou a evolução do gramado do Maracanã, resultado de investimentos diretos da gestão do clube. “Estamos investindo 2 milhões de euros em equipamentos para melhorá-lo”, revelou. O Maracanã recebe, em média, 75 jogos por ano, exigindo atenção especial às condições do campo. Bap comparou a situação com estádios europeus como Santiago Bernabéu e Camp Nou, que têm menos jogos anuais.
Regulamentação futura pela CBF
O presidente do Flamengo mencionou a contratação de um especialista da FIFA para aprimorar o gramado do Maracanã, com o objetivo de ter “o melhor do Brasil”, competindo com o gramado do Corinthians. Baptista também informou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já está trabalhando em uma regulamentação sobre o uso de gramados, com implementação prevista a partir de 2027. “A CBF deveria definir isso, e ela já aceitou que terá que regulamentar esse aspecto”, concluiu.
Fonte: netfla.com.br
