Um comparativo financeiro revela a disparidade entre o futebol brasileiro e argentino. O Flamengo, em um único mês, investiu em Lucas Paquetá um valor que o Lanús, da Argentina, levou 19 anos para gastar em toda a sua história de contratações.
O Flamengo anunciou em 28 de janeiro deste ano a contratação do meio-campista Lucas Paquetá, vindo do West Ham, da Inglaterra. Para repatriar o jogador, o clube carioca desembolsou 42 milhões de euros fixos, o equivalente a R$ 255,4 milhões na cotação atual. Este valor, por si só, já demonstra o poderio financeiro do Rubro-Negro.
Lanús: investimentos modestos em quase duas décadas
Em contrapartida, o Lanús, adversário do Flamengo na final da CONMEBOL Recopa, gastou um total de 42,4 milhões de euros em reforços ao longo dos últimos 19 anos, desde 2007. Os dados, compilados pelo Transfermarkt, evidenciam a diferença gritante nos orçamentos dos clubes.
Contratação mais cara do Lanús em 2024 custou menos que um mês de Paquetá
O reforço mais caro do Lanús na atual temporada foi o atacante Rodrigo Castillo, autor do gol da vitória no jogo de ida contra o Flamengo. O jogador foi adquirido do Gimnasia La Plata por 1,7 milhão de euros (pouco mais de R$ 10 milhões). Para se ter uma ideia, a temporada em que o clube argentino mais investiu em reforços foi a de 2023/24, com um total de 6,83 milhões de euros (R$ 41,5 milhões). A contratação mais expressiva dessa temporada foi Marcelino Moreno, vindo do Coritiba, por 2,75 milhões de euros (R$ 16,7 milhões).
Gastos do Lanús por temporada desde 2007:
- 2007/08: 1,2 milhão de euros
- 2008/09: 554 mil euros
- 2009/10: 2,10 milhões de euros
- 2010/11: 1,89 milhão de euros
- 2011/12: 945 mil euros
- 2012/13: 1,13 milhão de euros
- 2013/14: 3,55 milhões de euros
- 2014/15: 5,38 milhões de euros
- 2015/16: 800 mil euros
- 2016/17: 1,45 milhão de euros
- 2017/18: 2,88 milhões de euros
- 2018/19: 2,41 milhões de euros
- 2019/20: 400 mil euros
- 2020/21: 0 euros
- 2021/22: 159 mil euros
- 2022/23: 2,64 milhões de euros
- 2023/24: 6,83 milhões de euros
- 2024/25: 5,59 milhões de euros
- 2025/26: 2,56 milhões de euros
Essa discrepância financeira é um reflexo da realidade econômica do futebol sul-americano, onde os clubes brasileiros, em geral, possuem maior capacidade de investimento.
Fonte: www.espn.com.br
