Eliminação em segundo plano: Venda de André domina o pós-jogo
A derrota do Corinthians para o Novorizontino na semifinal do Campeonato Paulista, neste sábado, ficou em segundo plano durante a coletiva de imprensa. O técnico Dorival Júnior utilizou o momento para expressar sua insatisfação com a possibilidade de venda do jovem meio-campista André, que estaria sendo negociado com o Milan, da Itália. Dorival ressaltou a necessidade de o clube definir seus objetivos e criticou a política de desmanche do elenco.
Críticas ao planejamento e questionamentos sobre o futuro
“Temos que nos definir como equipe, o que queremos. Minha opinião foi dada ao presidente, ele já conhece. Vim para montar equipes com possibilidade de vencermos, não quero a todo momento refazer equipes. Perdemos Martínez, outros jogadores que saíram no início do ano. Não estamos contratando, estamos repondo. Enquanto adversários estão qualificando elenco, nós estamos repondo”, declarou o treinador. Dorival questionou o planejamento do Corinthians para a temporada, pedindo uma reflexão sobre o tipo de retorno que o clube almeja: esportivo ou financeiro. Ele chegou a deixar sua própria saída no ar caso a diretriz de vendas se mantenha.
Valor de André e a importância da permanência
O técnico enfatizou que a venda de um jogador com poucas partidas como André, que pode ser negociado por até 17 milhões de euros (R$ 103 milhões), demonstra o alto potencial do atleta. “Um jogador desse nível, com apenas 8, 9 jogos realizados com a camisa do Corinthians, ter esse valor… é porque ele vale muito mais no mercado”, comentou. Dorival defende a permanência de André para que o jogador possa amadurecer e dar retorno técnico e, posteriormente, financeiro ao clube. “Ele precisa ficar para amadurecer, dar retorno técnico ao Corinthians. E aí sim proporcionar retorno financeiro. Tem que passar por amadurecimento para não bater na Europa e voltar. O Corinthians tem que vender quando quiser vender”, finalizou.
Desabafo sobre montagem de equipe e necessidade de reforços
Dorival Júnior reiterou que, por ele, nenhum jogador sairia. “Por mim ninguém sairia. Não temos equipe formada. Estamos encontrando encaixe. A Copa do Brasil já ficou. Esse ano temos que ter equipe mais forte, não podemos passar o aperto que passamos no Brasileiro. Temos três jogadores no DM. Precisamos de muito mais opções, para aí sim possamos ser cobrados. Ou a gente se estabelece, ou fica no meio do caminho”, desabafou. Ele ainda criticou a dificuldade em repor jogadores em curto prazo: “Você vende, com três dias para contratar, contrata quem? Ou acham que vamos achar outro André dentro do Terrão? Não temos.”
Fonte: www.espn.com.br
