Murillo, zagueiro herói do Nottingham Forest, desabafa sobre críticas e sonho com a Seleção Brasileira

Resiliência na Terra da Rainha

Murillo, o zagueiro que se tornou xodó da torcida do Arsenal ao salvar um gol que poderia custar o título da Premier League na última quarta-feira, desabafou sobre a intensidade do futebol inglês e a pressão por resultados. Em entrevista à TNT Sports, o defensor de 23 anos destacou a dificuldade da liga e a necessidade de adaptação contínua.

“Quem vê a Premier League sabe a dificuldade que é. Todos os jogos são sempre uma nova história, um novo caminho, então jogar aqui é para quem consegue mesmo”, afirmou Murillo, ressaltando a resiliência necessária para atuar em alto nível no país.

O Sonho Verde e Amarelo

Apesar de seu desempenho consistente e dos rumores que o ligam a gigantes europeus, Murillo não esconde seu desejo de vestir a camisa da Seleção Brasileira. O zagueiro confessou que ficaria “muito feliz” se seu nome surgisse em uma convocação, especialmente antes da Copa do Mundo, para que possa mostrar seu potencial a Carlo Ancelotti e aos olheiros da CBF.

“Sou um cara muito tranquilo quanto a isso. Converso muito com minha família, com meu empresário. Sei que sou novo, estou começando agora, tenho só três anos como profissional. Ficaria muito feliz se meu nome surgisse nessa convocação, uma oportunidade antes da Copa, porque eu conseguiria mostrar de perto meu potencial para o Ancelotti, que pessoas que me assistem conseguem enxergar isso”, disse.

Aprendizado com as Adversidades

Murillo também abordou o “sumiço” nas convocações após uma atuação considerada ruim na derrota do Brasil para a Argentina. Ele pede compreensão e lembra que nem sempre o desempenho será o ideal.

“Jogo com a Argentina foi muito ruim, a gente sabe a grandeza desse clássico. Mas o pessoal tem que entender que nem sempre a gente vai estar bem. Não é porque eu fiz um jogo ruim que sou um jogador ruim. Não é porque fiz um jogo bom que sou o melhor jogador do mundo”, ponderou. Ele ressaltou a dificuldade de se consolidar na Seleção, especialmente com a “mídia um pouco forte e muito negativa”, mas garante que, se a oportunidade vier, dará seu máximo. Caso contrário, continuará trabalhando focado em futuras convocações, inclusive para a próxima Copa do Mundo, onde espera estar ainda mais preparado.

Fonte: www.espn.com.br

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