Presidente da Federação Italiana de Futebol Renuncia Após Eliminação Histórica Para Copa do Mundo

Fiasco na Repescagem Europeia Culmina em Saída de Gravina

O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, apresentou sua renúncia ao cargo nesta quinta-feira (2). A decisão ocorre após a mais recente e dolorosa eliminação da seleção italiana, a ‘Azzurra’, na repescagem europeia, selando a ausência do país na Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva. Gravina, que liderava a entidade desde 2018, estava sob intensa pressão após a derrota nos pênaltis para a Bósnia e Herzegovina.

Terceiro “Apocalipse” do Futebol Italiano Leva a Pedido de Demissão

A eliminação para a Copa do Mundo que será sediada por Estados Unidos, México e Canadá marca um capítulo sombrio para o futebol italiano. A derrota por 4 a 1 nos pênaltis, após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e prorrogação, foi classificada pela imprensa local como o “terceiro apocalipse” do esporte no país. Diante desse cenário, o Ministro dos Esportes da Itália, Andrea Abodi, solicitou a saída de Gravina, considerando-o o principal responsável pela crise.

Gestão Marcada por Altos e Baixos e Futuro Incerto

A gestão de Gabriele Gravina na FIGC foi marcada por um contraste significativo. Sob sua liderança, a Itália conquistou a Eurocopa em 2021, um feito memorável. No entanto, a incapacidade de classificar a seleção para duas Copas do Mundo (2022 e 2026) e a decepcionante campanha na Eurocopa de 2024, caindo nas oitavas de final, lançaram uma sombra sobre seu legado. A FIGC anunciou que uma assembleia extraordinária será realizada em 22 de junho em Roma para discutir os próximos passos.

Mudanças na Comissão Técnica e Desafios Futuros

Além da renúncia de Gravina, o técnico Gennaro Gattuso, contratado em junho de 2025, também deve deixar o comando da ‘Azzurra’ até o dia 22 de junho, segundo a imprensa italiana. O ex-goleiro Gianluigi Buffon, que ocupava o cargo de gerente-geral da seleção, já entregou sua demissão. O futuro presidente da FIGC terá a desafiadora tarefa de encontrar um novo treinador – o quarto desde junho de 2023 – e de acelerar a organização da Eurocopa de 2032, que a Itália sediará em conjunto com a Turquia, em meio a preocupações da Uefa sobre a modernização dos estádios italianos.

Fonte: jovempan.com.br

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