Ministério Público Rejeita Intervenção Judicial Imediata no Corinthians, Mas Alerta Para Gravidade dos Fatos

MP de São Paulo Analisa Denúncia de Sócios Contra Gestão do Corinthians

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) decidiu não acatar o pedido de intervenção judicial imediata no Corinthians, embora tenha ressaltado a gravidade das denúncias apresentadas por sócios do clube. Os sócios alegam gestão temerária e atos que teriam causado prejuízos ao patrimônio corintiano, solicitando a medida como forma de sanar a crise institucional.

Promotor Destaca Necessidade de Investigação e Oitiva do Clube

O promotor André Pascoal da Silva, do Patrimônio Público e Social, em petição enviada à Justiça, afirmou que os fatos são graves e demandam investigação. Ele destacou que o processo ainda está em fase inicial e que o Corinthians precisa ser ouvido antes de qualquer decisão sobre uma tutela de urgência. “A própria gravidade dos fatos, recomenda que a parte contrária tenha oportunidade para se manifestar, uma vez que, eventual reversão da tutela de urgência hipoteticamente concedida, poderia agravar o quadro de instabilidade institucional”, explicou o promotor.

Sócios Alegam Ruptura Institucional e Insistem na Urgência da Intervenção

Apesar da decisão do MP, os sócios reiteraram a necessidade de intervenção, alegando uma “ruptura institucional e estatutária” dentro do clube. Eles argumentam que a intervenção é imprescindível para garantir a sobrevivência da associação e promover as mudanças necessárias, criticando a falta de aprofundamento do MP sobre essa questão específica. A ação dos sócios foi motivada, em parte, pela revelação de que o clube teria declarado cerca de R$ 150 milhões a menos em receitas operacionais em fevereiro, às vésperas de pagamentos relacionados ao RCE (Regime de Centralização de Execuções).

Corinthians Tenta Esclarecer Divergências de Receitas e Justiça Considera Medidas

O Corinthians já se manifestou no processo, classificando a diferença nos valores de receita como uma “divergência apenas aparente”. O clube explicou que os valores inferiores observados se referem a receitas operacionais, não operacionais ou destinadas a outras formas de rateio. O juiz responsável pelo caso, Guilherme Cavalcanti Lamêgo, havia anteriormente ameaçado a nomeação de um interventor judicial caso houvesse resistência no fornecimento de documentos ou apresentação de declarações de receitas inconsistentes. A manifestação do clube sobre as receitas ainda não foi apreciada pelo juiz.

Fonte: www.espn.com.br

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