Procurador do STJD detalha processo contra Corinthians e Palmeiras após dérbi e pede punição pedagógica para gestos obscenos

Próximos passos no STJD definidos

O Procurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Caio Porto Ferreira, esclareceu o andamento das denúncias decorrentes do dérbi entre Corinthians e Palmeiras, realizado no último domingo (12), pelo Campeonato Brasileiro. Após a apresentação formal das acusações à Comissão Disciplinar, que incluem quatro jogadores do Corinthians (Hugo Souza, Matheuzinho, André e Breno Bidon) e ambos os clubes, o julgamento dos casos deve ocorrer em um prazo acelerado.

“O próximo passo agora é a apresentação da denúncia junto a uma comissão disciplinar do STJD. O presidente dessa comissão pode receber, ou não, a denúncia, distribuir a denúncia a um dos auditores que compõem a comissão, e após isso será pautado o julgamento do processo. É bem provável que esse processo seja julgado nessa semana ou na próxima, uma vez que o STJD tem várias sessões previamente agendadas ao longo dessa semana”, afirmou Ferreira em entrevista ao SportsCenter.

A celeridade nos processos é uma orientação da diretoria do STJD, buscando agilizar a conclusão das denúncias. Caio Porto Ferreira, que foi o procurador natural designado para o clássico através de sorteio, destacou a uniformidade na atuação dos procuradores. “Todos esses procuradores, não só eu, mas todos os colegas de procuradoria, ofereceram as denúncias hoje, prazo de um dia. Então é, sim, uma orientação de celeridade do nosso tribunal.”

Gestos obscenos e objetos inusitados em foco

O procurador enfatizou a necessidade de um olhar mais atento a situações recorrentes, como os gestos obscenos e o episódio do drone com um porco de pelúcia. “Tenho defendido muito na tribuna, durante os julgamentos, que a Procuradoria não busca a punição de um atleta ou de um clube simplesmente por punir. A Procuradoria quer que o futebol seja jogado limpo, sem reclamações, sem ofensas morais, sem ato discriminatório.”

Referindo-se à expulsão de André por um gesto obsceno, o procurador citou precedentes recentes. “Houve, há duas rodadas, um atleta do Corinthians fazendo um gesto obsceno. Duas rodadas seguintes, outro atleta do Corinthians faz um outro gesto obsceno. Ora, se não estamos conseguindo convencê-los a descontinuar essa prática desnecessária, essa prática ofensiva, alguma coisa está errada. Creio que a pena nesse caso deva ser uma pena pedagógica, para que atletas do Corinthians, ou de qualquer outro clube, não venham a praticar atos obscenos como esse”, ponderou.

Sobre o drone com o porco de pelúcia, que remete a objetos arremessados em campo e situações ocorridas anteriormente, Ferreira buscou contextualizar. “Na denúncia citei precedentes de novembro de 2024 e fevereiro de 2025. Em novembro de 2024 foi arremessada uma cabeça de porco no gramado. Em fevereiro de 2025, uma cabeça de porco foi colocada na porta do estádio do Palmeiras. […] Agora não uma cabeça de porco, mas sim um objeto de pelúcia? Enfim, precisamos refletir. E a ideia que eu trago para a reflexão da comissão que vai julgar o caso é que ‘comissão, precisamos adotar uma pena que desestimule práticas como essas’. Esse é o objetivo da denúncia.”

O clássico em campo

Dentro das quatro linhas, o dérbi entre Corinthians e Palmeiras terminou em um empate sem gols, em partida marcada pela tensão e pelas expulsões que motivaram as denúncias à Justiça Desportiva.

Fonte: www.espn.com.br

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