Desmotivação após demissão do UFC
A carreira de Antônio Carlos Júnior, o Cara de Sapato, esteve à beira do fim no início de 2021. Após uma sequência de três derrotas, o lutador brasileiro foi demitido do UFC, a maior organização de MMA do mundo. Esse corte abalou sua confiança e o levou a considerar a aposentadoria das artes marciais mistas. A revelação foi feita pelo próprio atleta em uma entrevista recente ao podcast ‘Direto de Vegas’, do canal ‘Ag Fight’.
Amigos e novo empresário como ponto de virada
Em um momento de desconfiança e baixa autoestima, a decisão de Cara de Sapato de continuar lutando foi influenciada por dois amigos próximos do mundo das lutas: Marcus ‘Buchecha’ e Marlon Moraes. Após conversarem com o lutador em sua casa, eles o incentivaram a não desistir. Buchecha, multicampeão de jiu-jitsu, e Marlon Moraes, ex-desafiante ao cinturão peso-galo do UFC, foram fundamentais para reascender o ânimo de Antônio Carlos Júnior.
A aposta na PFL e o sucesso imediato
“Eu estava em um período (ruim), saí do UFC. E ele (Buchecha) foi um dos caras que não me deixou desistir, porque eu pensei até em parar (de lutar)”, relembrou Cara de Sapato. Ele explicou que a frustração com as lesões e derrotas, que culminaram em sua saída do UFC, o fizeram questionar seus planos de ser campeão na organização. Seus amigos o aconselharam a conversar com Ali Abdelaziz, que se tornou seu empresário. Essa conversa levou à assinatura com a PFL, onde Cara de Sapato conquistou o título dos meio-pesados em sua primeira temporada, embolsando 1 milhão de dólares.
Bicampeonato e popularidade após o reality show
A mudança para a PFL se mostrou um divisor de águas na carreira de Cara de Sapato. Após o sucesso em 2021, ele pausou sua carreira em 2023 para participar do reality show ‘Big Brother Brasil’, o que aumentou significativamente sua base de fãs. Mais recentemente, em 2025, o lutador repetiu o feito e conquistou novamente o ‘GP’ da PFL, desta vez faturando 500 mil dólares com o bicampeonato. Sua trajetória demonstra a resiliência e a capacidade de se reinventar fora do UFC.
Fonte: agfight.com
