Decisão estratégica pela carreira
A lutadora brasileira Nicolle Caliari, já consolidada no UFC, demonstrou o quão prioritaria é sua carreira profissional ao tomar uma decisão que envolveu um procedimento estético. Com o objetivo de mudar para uma categoria de peso inferior e impulsionar sua trajetória no Ultimate, a atleta paranaense passou por uma cirurgia para a retirada de suas próteses de silicone.
Mudança para o peso-palha
Anteriormente competindo na divisão peso-mosca (até 57 kg), Nicolle agora almeja o peso-palha (até 52 kg). Em entrevista exclusiva, a lutadora revelou que a escolha em priorizar o desempenho esportivo sobre aspectos estéticos foi tranquila. Segundo ela, o explante mamário é crucial para sua evolução na modalidade. “Foi uma decisão extremamente necessária e que, para mim, não teve problema nenhum. Eu coloquei (silicone) muito nova, influenciada. Não era uma coisa que realmente me incomodava. Mas foi porque eu pretendia descer de categoria. Então tudo que eu podia fazer para bater o peso da categoria eu fiz, durante esses seis meses. Fiz a cirurgia (retirada da prótese). A gente fez esse trabalho para mudar a estrutura do meu corpo e descer para 52 kg. Era uma coisa que eu precisava fazer. E nem hesitei porque minha carreira aqui (no UFC) é muito mais importante que silicone”, destacou Nicolle.
Reeducação alimentar para a nova fase
Para perder os cerca de 5 kg necessários para a descida para o peso-palha, Caliari adotou uma dieta rigorosa e um acompanhamento profissional especializado. O foco principal foi a redução da massa muscular, com uma dieta baixa em proteínas e a suspensão de suplementos que auxiliam no ganho muscular, além de um aumento no treino cardiovascular e redução de carga. “É uma dieta bem complicada, baixa em proteína. Eu, que comia 200 gramas de proteína por refeição, passei a comer 50 gramas. É uma dieta que tem que tomar muito cuidado. Creatina, não tomava. Tudo que influenciava no meu ganho de músculo, a gente quase zerou. Bastante cardio, pouca carga. É toda uma equipe ao redor, com todo cuidado para mudar a estrutura sem perder a performance”, explicou a atleta da ‘Thai Brasil’.
Expectativas para o futuro e momento delicado no UFC
Caliari acredita que na categoria de 52 kg se sentirá mais forte, ágil e com maior alcance em relação às suas oponentes. “Acredito que no 52 kg me sinto muito melhor, mais forte e ágil. E a altura (das rivais) nem se compara. Conseguindo entrar mais (no raio de ação delas) e me machucando menos. 52 sempre foi a minha categoria ideal. Então agora vou conseguir trilhar um caminho melhor”, projetou. Apesar das mudanças e expectativas, Nicolle vive um momento delicado no UFC. Desde sua estreia em janeiro de 2025, a lutadora ainda não conquistou vitórias, tendo sido derrotada em suas duas aparições. Agora, a atleta de 29 anos aposta na transição de categoria como forma de obter vitórias e garantir sua permanência na organização. Seu primeiro desafio nesta nova fase será neste sábado (16), na luta de abertura do UFC Vegas 117, contra Shauna Bannon.
Fonte: agfight.com
