O confronto que nunca aconteceu
A possibilidade de uma superluta entre Georges St-Pierre e Anderson Silva, dois dos maiores nomes da história do MMA e frequentemente citados entre os melhores de todos os tempos (GOATs), sempre alimentou o imaginário dos fãs. Ambos dominaram suas respectivas categorias no UFC em períodos simultâneos, mas o embate entre o canadense e o brasileiro nunca se concretizou. Agora, mais de uma década depois, GSP explicou os motivos por trás da não realização do duelo.
As três exigências de GSP
Em entrevista ao canal de Demetrious Johnson, St-Pierre revelou que o UFC chegou a sondá-lo sobre a possibilidade de enfrentar Anderson Silva quando ambos estavam no auge. Na época, GSP reinava nos meio-médios (77 kg), enquanto Anderson Silva dominava os pesos-médios (84 kg). O astro canadense teria aceitado o desafio, mas impôs três condições para o evento.
“O que aconteceu é que na época que eu estava no auge e Anderson Silva estava no auge, só posso falar por mim, porque não sei o que rolou do lado do Anderson Silva. Só me questionaram uma vez (sobre essa luta), o Dana e o Lorenzo. E eu tive algumas exigências porque, tipo: ‘Ok, você quer que eu suba de categoria, então eu tenho que ser compensado’”, explicou GSP.
As exigências de St-Pierre foram: ser melhor remunerado, que a luta ocorresse em peso-casado (especificamente 81,6 kg) e que testes antidoping rigorosos fossem implementados. Segundo o canadense, após apresentar suas condições, o UFC nunca mais retornou o contato. “Eles (UFC) nunca me responderam. Essa era minha intenção, eu disse: ‘Se vocês puderem fazer isso, estou dentro, sem problemas’. Mas não deram seguimento. Não sei se perguntaram ao Anderson sobre isso, mas só entraram em contato comigo uma vez”, relatou.
Tentativa frustrada no boxe
Anos mais tarde, a ideia de um confronto entre Silva e St-Pierre ressurgiu, desta vez no mundo do boxe. Após se aposentar do MMA e do UFC, Anderson Silva chegou a manifestar publicamente o desejo de enfrentar GSP nos ringues. No entanto, a negociação foi vetada pela organização. Mesmo fora do UFC, St-Pierre ainda possuía um vínculo contratual que o impedia de lutar em eventos de boxe, especialmente contra um potencial rival de uma empresa concorrente. Essa decisão de Dana White gerou críticas por parte de Anderson Silva, que acusou o presidente do UFC de agir por “ego”.
Fonte: agfight.com
