Henry Cejudo critica arbitragem do UFC e aponta impacto financeiro de erros em lutas de brasileiros

Erros arbitrais custam caro aos atletas do UFC

O ex-campeão duplo do UFC, Henry Cejudo, conhecido como ‘Triple C’, elevou o tom em críticas direcionadas à atuação de árbitros veteranos dentro do octógono. Em seu podcast, Cejudo utilizou exemplos recentes envolvendo lutadores brasileiros, como Michel Pereira e Alex ‘Poatan’ Pereira, para expor como decisões arbitrais equivocadas podem ter um impacto financeiro devastador para os competidores. A atuação de Herb Dean, árbitro frequentemente criticado, foi central na análise.

Bolsas de lutadores atreladas à vitória

Cejudo explicou a estrutura de pagamento dentro do UFC, onde uma parcela considerável da bolsa de um atleta está diretamente ligada à sua performance e resultado na luta. Quando um árbitro falha em aplicar punições por infrações repetidas, uma situação que deveria resultar em vitória ou empate pode se converter em derrota. Essa mudança de resultado, segundo o ex-campeão, pode significar a perda de até metade do pagamento previsto para o lutador.

Falta de rigidez em infrações graves

O ponto principal da crítica de ‘Triple C’ reside na aparente falta de rigor na punição de faltas graves e contínuas durante os combates. Ele contrastou a reação a incidentes envolvendo Alex Poatan, que teriam recebido advertências mais brandas, com as infrações sofridas por Michel Pereira, como puxões de cabelo e dedos nos olhos. Essas infrações, quando não penalizadas adequadamente, podem mudar o curso da luta e, consequentemente, a remuneração do atleta. Michel Pereira, inclusive, já buscou explicações sobre o tema.

Impacto social e financeiro para lutadores

A discussão de Cejudo transcendeu o âmbito esportivo ao abordar a realidade de lutadores oriundos de economias em desenvolvimento, como o Brasil. Ele argumentou que um erro ou omissão de um árbitro pode comprometer a capacidade de um atleta de prover para sua família e melhorar suas condições de vida. A leniência arbitral em momentos cruciais, segundo Cejudo, não afeta apenas o resultado imediato da luta, mas cria um efeito cascata prejudicial à estabilidade financeira dos competidores.

Fonte: agfight.com

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