Análise da “American Top Team”
A categoria peso-galo (61 kg) do UFC está em ebulição, e Bia Mesquita, lutadora invicta na organização, não poupou críticas à sua compatriota Norma Dumont. Em entrevista ao podcast ‘Direto de Vegas‘, Mesquita analisou o momento de Dumont, que vem de uma recente e controversa derrota para Joselyne Edwards.
Falha estratégica em momentos decisivos
Apesar de reconhecer as qualidades técnicas de Norma Dumont na trocação, Bia Mesquita apontou a falta de imposição como o principal ponto fraco da atleta da ‘Chute Boxe Diego Lima’. Segundo Mesquita, Dumont tende a aceitar o ritmo das adversárias, o que, em sua visão, a levou à derrota contra Edwards.
“A Norma tem uma ótima trocação, mas ela aceita lutas mornas, como foi com a Joselyne, e por isso que ela perdeu, sabe? Ela não é agressiva o suficiente… ela tem uma boa boa trocação, mas a agressividade dela, eu sinto que ela aceita ir no ritmo da outra pessoa, ela não se impõe tão bem“, analisou Bia Mesquita.
Diferença entre o topo e o cinturão
A leitura de Bia Mesquita evidencia uma possível divergência de estilos que pode culminar em um futuro confronto entre as duas brasileiras. Enquanto a ‘Lady Goat’ (Bia Mesquita) tem escalado o ranking com performances dominantes, ‘The Immortal’ (Norma Dumont) busca se recuperar do revés. Mesquita acredita que a diferença entre estar no topo e ser campeã reside justamente no nível de agressividade.
“Apesar dela, tecnicamente, ser melhor, ela não tem aquela agressividade para se impor e para ser diferenciada a esse ponto, de ter esse um pouco a mais. Então acho que (…) esse pouquinho a mais no final do bolo, que é todo mundo muito bom, é o que vai fazer a diferença para te tornar o campeão“, concluiu.
Caminho para o cinturão
Embora sem um desafio direto, as declarações de Bia Mesquita podem alimentar a rivalidade entre as duas lutadoras. Ambas estão sem lutas agendadas e buscam uma oportunidade de disputar o cinturão peso-galo, atualmente detido pela norte-americana Kayla Harrison.
Fonte: agfight.com
