Abel Ferreira rebate pressão por títulos no Palmeiras: ‘Não vamos ganhar sempre, mas vamos lutar sempre’

Abel Ferreira defende o processo e a resiliência diante da cobrança por títulos.

Após o empate do Palmeiras em 2 a 2 contra o Atlético-MG na estreia do Campeonato Brasileiro, o técnico Abel Ferreira abordou a pressão por resultados que cerca o clube. Em sua coletiva pós-jogo, o português utilizou exemplos de ícones do esporte para ilustrar sua visão sobre a inevitabilidade de perdas no caminho das conquistas.

Senna, Guardiola e Ancelotti como exemplos de resiliência.

Abel Ferreira comparou a trajetória do Palmeiras com a de Ayrton Senna, um de seus ídolos, que, apesar de ser tricampeão mundial de Fórmula 1, também enfrentou derrotas. “Eu já disse… vocês tiveram o Ayrton Senna, um dos meus ídolos, que ganhou 13 e perdeu sete. Eu entendo perfeitamente, mas as equipes precisam estar preparadas porque vão perder mais do que ganhar. Só um vai ganhar”, declarou.

O treinador também mencionou conversas com treinadores de renome. “Se tivesse 38 Guardiola, 38 Ancelotti… o próprio Ancelotti, um dia tive o prazer de falar com ele, perguntei: ‘Mister, você que é o treinador mais campeão do mundo, como é que…’. ‘Ah, poxa, tenho muitas, mas já perdi muitas também’”, revelou o português, destacando que mesmo os maiores vencedores acumulam perdas.

Atlético-MG como exemplo de instabilidade.

Para reforçar seu ponto, Abel Ferreira citou o próprio Atlético-MG. Ele lembrou que o clube mineiro chegou à final da Libertadores há duas temporadas e, após o vice-campeonato, optou por mudar o comando técnico. “Há dois anos o Atlético foi para a final da Libertadores. O que o Atlético fez? Mandou o treinador embora no final. Tem tudo a ver com o processo, com o que você acredita”, analisou.

Palmeiras: um clube de estabilidade.

O técnico ressaltou a estabilidade encontrada no Palmeiras. “Felizmente, estou em um clube que é super estável nisso. Não vamos ganhar sempre, mas vamos lutar sempre para ganhar. […] Eu sei que vocês todos gostam de ganhar, o brasileiro gosta de ganhar, está no sangue, mas tenho certeza de que não gostam de ganhar tanto quanto eu”, finalizou Abel, demonstrando seu comprometimento com a busca constante por vitórias, mesmo ciente das adversidades.

Fonte: www.espn.com.br

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