A Verdade Sobre as Pioneiras Brasileiras no UFC
O MMA feminino no UFC, embora hoje seja um fenômeno consolidado, teve suas primeiras sementes plantadas por atletas brasileiras que desbravaram o octógono. A pergunta que pairava sobre quem foi a primeira mulher do Brasil a ter seu nome registrado na organização finalmente foi respondida: Amanda Nunes. A revelação partiu de Jéssica Andrade, a ‘Bate-Estaca’, que por um tempo carregou erroneamente o título de pioneira na contratação.
Amanda Nunes: A Primeira Contratada
Em entrevista exclusiva ao podcast ‘Direto de Vegas’, da Ag Fight, Jéssica Andrade esclareceu a confusão. “A assinar, não (fui a primeira brasileira). Foi a Amanda Nunes”, afirmou Andrade, explicando que Nunes foi a primeira a ser contratada pela entidade. A própria Amanda, segundo Jéssica, chegou a se incomodar com a percepção pública inicial, pois sentia que seu feito pioneiro de assinatura não era devidamente reconhecido.
Jéssica Andrade: A Primeira a Lutar e Vencer
Apesar de não ter sido a primeira a assinar, Jéssica Andrade detém o feito de ser a primeira brasileira a, de fato, competir no UFC. Sua estreia ocorreu meses após a contratação de Nunes. “A lutar, sim. Fui eu”, confirmou Andrade. Ela relembrou uma discussão inicial sobre o tema, onde Amanda, após vencer em sua estreia (diferente de Jéssica, que perdeu para Liz Carmouche), fez questão de ressaltar sua primazia em ter assinado e vencido.
Uma Oportunidade de Última Hora
A entrada de Jéssica Andrade no UFC aconteceu de forma inesperada. Sem hesitar, a lutadora aceitou a oferta de última hora para enfrentar a veterana Liz Carmouche em julho de 2013. Apesar da derrota inicial, essa luta marcou o início de uma carreira de sucesso que culminou com a conquista do cinturão peso-palha em 2019. “Tinha acabado de voltar da Rússia… Aí o Tiago Okamura, que na época era meu empresário, ligou… E eu falei: ‘Pode ser até contra o Papa, vamos que vamos!’”, relembrou Andrade sobre a oportunidade.
Carreira Ativa e Próximos Desafios
Aos 34 anos, Jéssica Andrade continua ativa no MMA, acumulando mais de 40 lutas profissionais. Atualmente, a lutadora está afastada para se recuperar de uma cirurgia no ombro. Ao retornar, Bate-Estaca terá a missão de reverter uma fase recente de resultados mistos e buscar novas vitórias na organização, onde já deixou sua marca como uma das grandes nomes do esporte.
Fonte: agfight.com