O Auge de um Campeão
Fabio Cannavaro, ícone do futebol italiano e capitão da Azzurra na conquista da Copa do Mundo de 2006, relembrou o auge de sua carreira em entrevista à ESPN. Naquele ano mágico, o zagueiro não apenas liderou a Itália ao tetracampeonato, mas também se tornou o primeiro defensor a ser eleito o Melhor Jogador do Mundo pela FIFA, além de conquistar a Bola de Ouro.
Brasil 2006 no Panteão das Seleções
Em um ranking ousado, Cannavaro colocou a seleção brasileira de 2006, eliminada nas quartas de final, entre as três melhores de todos os tempos. Ele comparou o time, que contava com craques como Ronaldo, Ronaldinho e Kaká, às lendárias seleções de 1970 e 1982, consideradas por muitos as mais bonitas do futebol brasileiro. “Penso que a formação do Brasil de 2006 era comparável talvez àquela de 1982 e talvez à de 1970, que para mim são as seleções mais bonitas da história do futebol brasileiro”, analisou o ex-zagueiro.
A Conquista Inesquecível e a Bola de Ouro
O capitão italiano destacou a importância de levantar a taça da Copa do Mundo, que transforma um jogador em lenda. Ele ressaltou que a vitória de 2006 ganhou ainda mais valor com o passar do tempo, especialmente pela ausência italiana nas últimas edições do torneio. Cannavaro também atribuiu a Bola de Ouro não apenas à performance na Copa, mas a um período de consistência na Juventus, onde atingiu seu ápice físico e mental. A semifinal contra a Alemanha, vencida por 2 a 0 na prorrogação em pleno solo alemão, foi um dos momentos mais emocionantes, descrito por ele como uma “vingança do povo italiano”. A final contra a França, decidida nos pênaltis, teve um tempero especial pela lembrança da derrota para o Brasil em 1994.
O Treinador do Uzbequistão no Mundial de 2026
Aos 52 anos, Fabio Cannavaro embarca em um novo desafio como treinador da seleção do Uzbequistão, classificada para a Copa do Mundo de 2026. Ele expressou grande empolgação com a oportunidade de comandar uma equipe que disputará o torneio pela primeira vez. “Iremos ao Mundial com a consciência de que não precisamos provar nada. Não temos nada a perder. Vamos jogar contra todos com a máxima agressividade, mas ao mesmo tempo com um sorriso, porque, quando você vai ao Mundial, precisa saber que deve aproveitar, porque a Copa do Mundo é algo extraordinário”, declarou. O Uzbequistão compõe o grupo K ao lado de Portugal, Colômbia e uma equipe vinda da repescagem, e Cannavaro reconhece a dificuldade, mas acredita no poder do trabalho em equipe para realizar sonhos.
Fonte: www.espn.com.br
