Mistério na cobrança decisiva
A eliminação para o Corinthians na semifinal da Copa do Brasil de 2025 ainda ecoa no elenco do Cruzeiro. Após a derrota no Mineirão e a vitória na Neo Química Arena, a decisão foi para os pênaltis. A chance de garantir a vaga na final caiu nos pés de Gabigol, mas sua cobrança parou nas mãos de Hugo Souza, abrindo caminho para a virada do Timão e a posterior conquista do Vasco. Em entrevista à Rádio HGPlay, Lucas Silva, capitão da Raposa, revelou que o time ficou perplexo com a forma como Gabigol executou a penalidade.
“Na hora que eu faço o gol, e logo depois eu sabia que era ele, eu só pensava: ‘preciso fazer esse gol por que com ele a gente está na final’. Na hora que eu fiz o gol eu pensei: ‘Nossa, agora está com o Gabi, ele manda bem no pênalti’, mas não teve felicidade. Não saiu um bom pênalti”, relatou Lucas Silva. O capitão destacou a surpresa do grupo, já que Gabigol costuma ser um batedor de pênaltis eficiente e que causa dificuldades aos goleiros.
Inconformidade no vestiário
“O que a gente ficou se perguntando é por que ele bateu daquele jeito, já que costuma treinar bem e bater bem. Os goleiros passam apertado com ele nos treinos”, disse o capitão, evidenciando a estranheza da equipe com a performance do atacante no momento crucial. A falta de um bom desempenho foi o que mais intrigou os jogadores.
Ausência na volta para BH gerou atrito
Além da cobrança de pênalti, Lucas Silva admitiu que a decisão de Gabigol em permanecer em São Paulo e não retornar com a delegação para Belo Horizonte incomodou o elenco. Havia um combinado para que todos voltassem juntos, independentemente do resultado, já que as férias do grupo estavam programadas para após o retorno à capital mineira. “No vestiário ficou clima de velório total, ele também, chateado. Não teve (esporro). Chateou um pouco (o fato de Gabigol não ter voltado com a delegação para BH). Ficou combinado de todo mundo ir e voltar junto, independentemente do resultado. Nossas férias iriam começar quando a gente voltasse. Isso nos incomodou”, confessou.
Sem brigas, mas com questionamentos
O capitão fez questão de ressaltar que não houve discussões acaloradas ou atritos diretos, mas que a situação gerou um desconforto e um sentimento de questionamento interno. “Mas não teve briga, não teve atrito, nem nada. Mas, a gente ficou se perguntando por que ele bateu daquele jeito que é uma grande característica dele…”, concluiu Lucas Silva. A partida em questão foi a última de Gabigol pelo Cruzeiro, que logo em seguida foi anunciado pelo Santos por empréstimo.
Fonte: www.espn.com.br
