Posicionamento Oficial da CBV
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) manifestou-se oficialmente sobre a polêmica envolvendo a atleta de vôlei trans Tifanny Abreu. O posicionamento surge após um requerimento aprovado pela Câmara Municipal de Londrina, que busca proibir a atuação da jogadora, atualmente no Osasco São Cristóvão Saúde, em partidas na cidade.
Tifanny Cumpre Regras, Afirma CBV
De acordo com a CBV, Tifanny Abreu está apta a competir, em conformidade com a política de elegibilidade para atletas transgêneros adotada pela própria entidade. A confederação enfatiza que a atleta realiza exames regulares para comprovar que seus níveis de testosterona estão dentro dos limites estabelecidos pelas normas vigentes para a modalidade.
Ação no STF e Busca por Inconstitucionalidade
Diante da legislação municipal de Londrina, a CBV levou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade argumenta que a lei em questão, promulgada em 2024, é inconstitucional. A lei proíbe a participação em eventos esportivos de atletas que tenham seu gênero identificado em contrariedade ao sexo biológico de nascimento. O processo está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia, com expectativa de definição ainda nesta sexta-feira (27), antes da realização das partidas previstas.
Consequências da Lei Municipal
O descumprimento da legislação municipal em Londrina pode gerar sérias consequências, incluindo a suspensão do alvará do evento, multa de R$ 10 mil e possíveis sanções relacionadas a patrocinadores. A controvérsia ganhou força com a proximidade da partida entre Osasco São Cristóvão Saúde e Flamengo, marcada para as 18h30 (de Brasília), em Londrina. A decisão do STF será crucial para determinar se Tifanny Abreu poderá entrar em quadra.
Fonte: www.espn.com.br
