Conselho do São Paulo Reprova Balanço de 2025 com Superávit e Gera Polêmica sobre Saques da Gestão Anterior

Rejeição Surpreendente em Meio a Dados Positivos

O Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube tomou uma decisão inesperada nesta quinta-feira (26), rejeitando o balanço financeiro referente ao ano de 2025. A gestão de Julio Casares, que encerrou seu mandato no início deste ano, apresentou um resultado com superávit de R$ 56,8 milhões, impulsionado por uma arrecadação histórica próxima a R$ 1 bilhão. As vendas de jogadores foram um destaque, totalizando R$ 283,7 milhões, superando a meta estabelecida em R$ 154,8 milhões.

O Cerne da Discordância: Saques Não Explicados

O principal ponto de atrito que culminou na reprovação do balanço reside na ausência de justificativas claras para saques no valor de R$ 11 milhões, vinculados à antiga presidência. Deste montante, R$ 4 milhões possuem documentação que detalha despesas com arbitragem e premiações. No entanto, quase R$ 7 milhões são classificados como ‘verbas destinadas à presidência’, sem uma explicação documentada sobre seu uso.

Votação e Consequências Internas

O placar da votação evidenciou a insatisfação: 194 conselheiros votaram contra, 34 a favor e houve quatro abstenções. A falta de clareza sobre o destino de R$ 7 milhões foi considerada um impedimento para a aprovação por parte de conselheiros ouvidos pela reportagem. Esse cenário intensifica os debates internos sobre possíveis punições a Julio Casares após sua saída da presidência, incluindo a sugestão de sua expulsão do quadro de sócios. Há também quem especule que a reprovação das contas possa impactar a posição do atual presidente, Harry Massis Jr., que assumiu após Casares.

A Defesa de Julio Casares

Em resposta às alegações, a assessoria de imprensa de Julio Casares, através de seus advogados, emitiu um comunicado esclarecendo que os R$ 7 milhões em questão não foram solicitados, destinados ou utilizados pelo ex-presidente. Segundo a defesa, os valores constam na contabilidade do clube sob a rubrica ‘ações promocionais’ e foram disponibilizados para cobrir despesas recorrentes em jogos. A nota ressalta ainda que o balanço foi previamente aprovado pelos Conselhos de Administração e Fiscal, e destaca o superávit, a redução da dívida e o faturamento recorde como pontos positivos ignorados na rejeição.

Fonte: www.espn.com.br

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