Espanha Conquista o Mundo em Final Dominante
A Copa do Mundo de 2026 na América do Norte chegou ao seu ápice com a consagração da Espanha como campeã. A seleção espanhola demonstrou superioridade em campo, superando a Argentina em uma final onde o futebol vistoso e a estratégia prevaleceram sobre a garra, que havia sido o trunfo argentino em jogos anteriores. A Argentina, que protagonizou viradas dramáticas e superou adversários em prorrogações emocionantes ao longo do torneio, não conseguiu repetir a dose na partida decisiva, sucumbindo à força tática da equipe europeia.
Mbappé Brilha e Quebra Recordes
Enquanto a taça era decidida, a disputa pela artilharia foi um espetáculo à parte. Kylian Mbappé, com uma performance espetacular, incluindo dois gols na disputa pelo terceiro lugar, encerrou o torneio como artilheiro com dez gols. O craque francês não apenas levou a Chuteira de Ouro, mas também se consolidou como o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, ultrapassando Lionel Messi com 22 gols em três edições, mantendo uma média impressionante de um gol por partida.
Cabo Verde e Curaçao: A Magia dos Azarões
A Copa de 2026 foi marcada pelo brilho de seleções consideradas azarões. Estreante em Mundiais, Cabo Verde encantou ao terminar a fase de grupos invicto e avançar para as oitavas de final, onde vendeu caro a derrota para a Argentina, em um jogo que foi decidido apenas na prorrogação. O meio-campista Deroy Duarte descreveu a experiência como um “conto de fadas”. Outro destaque foi Curaçao, a menor nação a disputar um Mundial, que, após uma goleada sofrida na estreia, conseguiu um heroico empate sem gols contra o Equador, mostrando resiliência e orgulho.
O Ritual Viking e a Polêmica das Malvinas
Fora de campo, a Copa também gerou repercussão. Erling Haaland, da Noruega, além de levar sua seleção às quartas de final, tornou-se um fenômeno nas redes sociais, ganhando milhões de seguidores. Sua “remada viking”, um ritual em que jogadores e torcedores simulavam o movimento de remos em um navio, viralizou e se tornou um dos momentos mais memoráveis. A partida semifinal entre Argentina e Inglaterra foi ofuscada por uma disputa política sobre a soberania das Ilhas Malvinas. Após a vitória argentina por 2 a 1, os jogadores exibiram uma faixa com a inscrição “As Malvinas são argentinas”, o que gerou um pedido de investigação da FIFA por parte do Reino Unido. O caso Folarin Balogun, atacante americano envolvido em uma polêmica política após intervenção de Donald Trump, também adicionou um tempero incomum ao torneio, mesmo que sem grande impacto em campo para a seleção anfitriã.
Fonte: www.gazetaesportiva.com
