Corinthians é acionado na Justiça por dívida de R$ 10 milhões com grupo de empresários

Nova Cobrança Judicial

O Corinthians enfrenta mais um desafio financeiro com uma nova ação de cobrança na Justiça de São Paulo. Um grupo de empresários, representado pela SC & PB Consultoria Assessoria Esportiva, exige o pagamento de aproximadamente R$ 10 milhões, sendo o valor exato de R$ 9.035.322,35, acrescido de honorários advocatícios, juros e custas processuais.

Origem da Dívida e Acordo Descumprido

Segundo o processo, a dívida se origina de um acordo firmado em novembro de 2023, que visava a repactuação de débitos antigos. O plano previa o pagamento em duas parcelas de R$ 2,5 milhões e outras 36 de R$ 40 mil. No entanto, apenas uma parcela teria sido quitada pelo clube. Advogados da empresa relataram tentativas frustradas de acordo amigável com o Corinthians.

Valores e Contratos Questionáveis

A cobrança abrange comissões pela intermediação da contratação de Fellipe Bastos em 2017 e valores referentes a direitos de imagem. Um dos pontos de questionamento é um contrato de 2018, que menciona a cessão de direitos de nome, voz e imagem, mas também faz referência a uma “Transação Rodrigo Souza”. A investigação aponta que o único atleta com esse nome a defender o clube foi o ex-atacante Souza, o “Caveirão”, entre 2009 e 2011, indicando uma dívida com mais de uma década. O empresário Carlos Leite, com ligações com a SC & PB Consultoria Assessoria Esportiva, estaria envolvido.

Posição do Clube e Gestão Anterior

A nova dívida não consta inicialmente na lista de débitos do Regime de Centralização de Execuções (RCE) do clube, mas deverá ser incluída posteriormente. O Corinthians ainda não foi notificado oficialmente da ação. O ex-presidente Duilio Monteiro Alves, em nota, defendeu as negociações de dívidas durante sua gestão, classificando-as como direito de reparcelamento e criticando a interpretação maliciosa de “confissão de dívida”. Ele ressaltou a dificuldade de ter memória detalhada de todos os acordos após três anos e a sucessão de gestores.

Fonte: www.espn.com.br

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