Dorival Júnior desabafa sobre pressão no futebol brasileiro e defende seu trabalho no Corinthians

Dorival Júnior pede ‘levantamento’ e defende desempenho no Timão

Após o empate do Corinthians por 1 a 1 contra o Santos, na Vila Belmiro, pelo Brasileirão, o técnico Dorival Júnior concedeu uma entrevista coletiva onde demonstrou seu descontentamento com a pressão constante sobre seu trabalho. O treinador solicitou uma análise objetiva de sua passagem pelo clube desde sua chegada, há quase um ano, e comparou a situação atual com o cenário do time quando assumiu.

“Eu sou muito tranquilo, eu faço o meu trabalho, estou diariamente com o Marcelo [Paz] e com o presidente conversando. A partir do momento, sendo um cargo de confiança, que eles definirem que não seja o ideal a minha permanência dentro do clube, não há por que ficar debatendo essa situação a cada rodada, a cada jogo”, declarou Dorival.

Críticas ao comportamento do futebol brasileiro

O comandante corintiano criticou o que chamou de “comportamento estranho” do futebol brasileiro em relação aos treinadores. Segundo ele, a cada rodada, questiona-se a permanência de um técnico, dependendo exclusivamente de vitórias ou derrotas, o que, em sua visão, impede o desenvolvimento e o alinhamento com o futebol mundial.

“No Brasil é muito estranho esse comportamento, de um modo geral, de pessoas. A cada rodada, o treinador presta, não presta, ele serve ou não serve, dependendo de vitórias ou derrotas. É por isso que nós continuamos no meio do caminho sempre, sempre na contramão daquilo que está acontecendo no futebol mundial e a gente não aprende”, lamentou.

Reconhecimento do trabalho e conquistas

Dorival Júnior chegou ao Corinthians em abril do ano passado e, desde então, foi responsável por conquistas importantes para o clube, como a Copa do Brasil de 2025 e a Supercopa do Brasil de 2026. Em 59 jogos comandando a equipe, o treinador acumula 25 vitórias, 17 empates e 17 derrotas.

O técnico enfatizou que, caso os resultados apresentados sejam considerados negativos, ele “dá sua mão à palmatória”. No entanto, se o balanço for positivo, ele acredita que não há necessidade de questionamentos constantes a cada partida.

Foco no trabalho e responsabilidade

Dispensando a importância de questionamentos externos, Dorival Júnior reiterou seu foco no trabalho diário e na responsabilidade que tem à frente da equipe. Ele se mostrou seguro em relação à sua atuação e deixou claro que a decisão sobre sua permanência cabe à diretoria do clube.

“Isso daí, para mim, eu sou muito sincero, eu dou muito pouca importância, eu me preocupo muito com o meu trabalho e com a responsabilidade que nós temos estando à frente de uma equipe ou de outra”, finalizou.

Fonte: www.espn.com.br

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