Clima tenso e resultados negativos selam o destino de Dorival Júnior
A derrota por 1 a 0 para o Internacional, na Neo Química Arena, marcou o fim da linha para Dorival Júnior no comando do Corinthians. A demissão, oficializada no último domingo (5), culminou em meses de pressão e insatisfação da diretoria com o desempenho da equipe. Fontes internas já indicavam um clima de despedida após a derrota para o Fluminense no Maracanã, apesar dos treinos com ambiente considerado “carregado” para o técnico.
Falta de ofensividade e postura do treinador desagradam a diretoria
Além da sequência de nove jogos sem vitórias na temporada, a diretoria corintiana demonstrava incômodo com a falta de poder ofensivo do time. Nos últimos sete jogos, o Corinthians marcou apenas três gols, com um baixo número de finalizações. A comissão técnica, segundo apuração, sofria pressão para uma mudança de postura que não se concretizou. A relação entre Dorival e a diretoria também foi afetada por sua postura em relação à quase venda do meia André ao Milan e pela cobrança pública por reforços, em meio à alegada “responsabilidade financeira” do clube.
Multa rescisória e busca por substituto com urgência
Dorival Júnior e sua comissão técnica terão direito a receber três salários como multa rescisória, com valores estimados em torno de R$ 6 milhões. Enquanto a rescisão contratual é negociada, o Corinthians acelera a busca por um novo treinador. O objetivo é ter um nome definido para a partida de estreia na CONMEBOL Libertadores, contra o Platense, na próxima quinta-feira (9). Até lá, William Batista, do sub-20, assume o comando da equipe de forma interina.
Fonte: www.espn.com.br
