Estádio Azteca é reinaugurado com empate, protestos e morte trágica de torcedor

Reabertura Marcada por Incidentes

Mais de 80 mil espectadores testemunharam a reinauguração do Estádio Azteca no último sábado (28), mas a expectativa foi ofuscada por um empate em 0 a 0 entre as seleções do México e de Portugal, além de um incidente trágico. Um torcedor, que relatos preliminares indicam ter aproximadamente 27 anos, morreu após uma queda na área de camarotes do estádio. Segundo a Secretaria de Segurança Civil, o homem, em aparente estado de embriaguez, tentou descer de um nível para outro pela parte externa, resultando na queda fatal.

Manifestações Tomam os Arredores do Azteca

Horas antes da partida, os arredores do Estádio Azteca foram palco de diversas manifestações. Grupos de mães de desaparecidos, ativistas contra a gentrificação, defensores da legalização da maconha e protetores dos direitos dos animais se reuniram para dar visibilidade às suas causas. Brenda Valenzuela, mãe de um jovem desaparecido em 2025, expressou a importância do evento para atrair atenção: “Escolhi vir aqui hoje porque este é um evento que atrai uma multidão enorme e gera uma visibilidade imensa”. Outro grupo de mães, da região de Ajusco, denunciou o alto número de desaparecimentos nas proximidades do estádio, traçando paralelos com situações em outros locais de eventos esportivos no México.

Jogo Sem Emoção e Cânticos Controversos

Em campo, a partida entre México e Portugal deixou a desejar em termos de emoção. Apesar de algumas chances criadas pela seleção mexicana, o placar permaneceu zerado. A torcida demonstrou impaciência em alguns momentos, entoando “Olê” para os passes portugueses. No final do jogo, cânticos homofóbicos foram ouvidos após cobranças de tiro de meta, um problema recorrente que já gerou sanções à federação mexicana. Para tentar abafar os gritos, o sistema de som tocou a tradicional canção “Cielito Lindo”. O técnico de Portugal, Roberto Martínez, apesar de reconhecer a falta de empolgação para o público, elogiou o aspecto tático da partida.

Novos Nomes e Ausência de Estrelas

A reabertura também trouxe novidades visíveis, como a onipresença da marca Banorte, que agora batiza o estádio, resultado de um patrocínio bilionário para a reforma visando a Copa do Mundo de 2026. A mudança de nome dividiu opiniões entre os torcedores. A ausência de Cristiano Ronaldo foi notada, com alguns fãs expressando decepção, especialmente as crianças, que esperavam ver o craque em ação. Apesar da falta de gols, momentos de destaque individual, como a estreia de Álvaro Fidalgo pela seleção mexicana e a recepção calorosa ao atacante Paulinho, trouxeram lampejos de alegria ao público.

Fonte: jovempan.com.br

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