Uma jornada inesperada pelo futebol asiático
O meio-campista Luiz Antônio, cria da base do Flamengo, trilhou um caminho incomum no futebol. Após passagens pelo Brasil, Arábia Saudita, Emirados Árabes e Tailândia, o jogador de 35 anos se encontra atualmente no Hai Phong, clube da elite vietnamita. O que começou como um desafio novo e diferente, moldado por uma conexão inesperada, tem se transformado em um desejo de fincar raízes na Ásia.
A influência de um fã de Zico
A chegada de Luiz Antônio ao Vietnã foi facilitada pela admiração de seu então treinador, o búlgaro Velizar Popov, pelo Flamengo e, especialmente, por Zico. Popov, um ex-volante com carreira modesta, é um grande fã do futebol brasileiro e do ídolo flamenguista, a ponto de ter aprendido português e cultivado amizades no Brasil. Essa paixão mútua pelo clube carioca e por Zico criou um laço forte entre o treinador e o jogador, abrindo as portas para a oportunidade no Vietnã.
“Ele me ligou, disse que tinha visto o meu vídeo, tinham passado 50 nomes para ele, mas quando viu o meu, e por eu ter jogado no Flamengo, pelas características que ele queria, por ser muito fã do Flamengo, do Zico, facilitou bastante e criou uma amizade”, relatou Luiz Antônio em entrevista ao ESPN.com.br.
Adaptação e reconhecimento no Vietnã
A primeira parada de Luiz Antônio no Vietnã foi em Thanh Hóa. Apesar do choque cultural inicial, especialmente com a culinária local e as barreiras linguísticas, o brasileiro se adaptou rapidamente. A cidade de Hai Phong, onde reside atualmente, é descrita por ele como semelhante ao Rio de Janeiro, o que contribui para sua sensação de pertencimento.
Luiz Antônio conquistou o respeito de clubes, jogadores e torcedores vietnamitas, superando a desconfiança inicial devido à sua idade. Ele demonstra que o preparo físico e o desempenho em campo são mais importantes do que a idade, atuando em diversas posições, desde primeiro volante até camisa 10 e zagueiro.
Um futuro promissor na Ásia
Com planos de encerrar a carreira por volta dos 40 anos no Vietnã, Luiz Antônio vê no país asiático uma oportunidade de longevidade profissional. A segurança, a cultura, a educação e a estabilidade financeira, aliadas a um baixo custo de vida, o motivam a permanecer. Ele se sente valorizado e respeitado, e a admiração dos torcedores, que chegam a fazer tatuagens com seu rosto e colecionar fotos de sua carreira, é um indicativo do carinho que ele conquistou.
“Quero parar de jogar bola lá para os 40 anos, e aí vou ficando por aqui. Ou daqui a algum tempo volto para o Brasil. Quero ficar mais um tempinho por aqui até pensar em me mudar, já me deram a oportunidade, abriram as portas para mim e estão gostando do meu desempenho em campo, acho que não tem motivo para ficar mudando toda hora de país”, concluiu.
Fonte: www.espn.com.br
