Foco e Gratidão antes da estreia no Australian Open
João Fonseca, o número 30 do ranking ATP e uma das principais esperanças do tênis brasileiro, está pronto para sua estreia no Australian Open 2026, marcada para este domingo contra o americano Eliot Spizzirri. Após superar uma dor crônica nas costas que o afastou dos torneios de Brisbane e Adelaide, Fonseca garante estar em boa forma física e mental para iniciar a temporada de Grand Slams.
“Estamos bem. De volta em quadra. Estou me sentindo bem, conseguindo fazer bons treinamentos. Feliz de estar de volta, feliz de estar em quadra novamente, me sentindo bem. Primeiro torneio, primeiro Grand Slam do ano, é desfrutar”, declarou Fonseca em entrevista exclusiva à ESPN.
Maturidade e a Base Familiar como Pilares
O tenista de 19 anos atribui seu crescimento não apenas ao aprimoramento técnico e físico, mas também a uma maior maturidade adquirida. “Acho que o João pessoalmente segue o mesmo. Obviamente, mais maduro, mais experiente, físico melhor, técnico melhor, melhor mental, mas com o mesmo coração, com a mesma vontade de seguir trabalhando, de seguir crescendo como jogador, como pessoa”, explicou. Ele também fez questão de agradecer o apoio incondicional de seus pais, que estão presentes na Austrália.
O Peso dos Elogios de uma Lenda
Um dos momentos mais marcantes para Fonseca foi receber elogios de Roger Federer, hexacampeão em Melbourne. O suíço afirmou que “o céu é o limite” para o jovem brasileiro. Fonseca demonstrou imensa gratidão pela admiração de seu ídolo. “Agradecimento imenso. (Federer) É um ídolo não só para mim, mas para todo tenista, para todo mundo que acompanha tênis. Então, assim, muita gratidão e muito feliz de poder conversar com ele, ter conhecido ele”, comentou, admitindo um leve nervosismo ao encontrá-lo.
Ambição e Trabalho Duro para Chegar ao Topo
Apesar do reconhecimento de uma lenda, João Fonseca não se acomoda. Sua meta é clara: fazer história para o Brasil, que não tem um campeão de Grand Slam desde Gustavo Kuerten em 2001. A ambição do brasileiro é alcançar o patamar de Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, atuais líderes do ranking ATP. “Acho que muitos jogadores já falaram isso, que estão em um nível acima, que estão jogando bem. Um altíssimo nível de tênis. Todo mundo conseguiu ver isso nesse último ano. A final de Roland Garros foi uma final histórica. O nível que eles jogaram foi simplesmente um absurdo”, analisou Fonseca sobre o domínio dos dois tenistas.
“Mas o que eu posso dizer do meu lado é que estou trabalhando muito duro para chegar lá. Se vou conseguir, só o tempo dirá. Mas estou trabalhando muito duro para poder chegar. Sabemos que os dois estão comandando o tour, mas espero conseguir arrumar alguma coisa”, concluiu Fonseca, demonstrando confiança em seu processo e dedicação.
Fonte: www.espn.com.br
