Comparação com o passado glorioso
Ser um atacante da Seleção Brasileira carrega um peso histórico imenso, especialmente pela comparação com nomes como Ronaldo, Romário e Ronaldinho Gaúcho. João Pedro, destaque do Chelsea e camisa 9 do Brasil, entende essa pressão e a atribui, em parte, ao jejum de 24 anos sem um título de Copa do Mundo. Em entrevista exclusiva à ESPN, o jogador defendeu a atual geração, argumentando que o país continua a produzir talentos de altíssimo nível.
Talento existe, mas a adaptação é chave
“Antigamente tinha Ronaldo, Ronaldinho, Romário, mas se for ver no futebol de hoje, o Brasil tem jogadores assim. Tem o Vini no Real Madrid, o Raphinha no Barcelona, eu e Estêvão no Chelsea, Andrey também. Todos jogam em grandes clubes”, afirmou João Pedro. Para ele, o que dificulta a análise e o desempenho de nomes como Vinicius Jr. e Raphinha na Seleção não é a falta de qualidade, mas sim o tempo limitado de entrosamento.
A pressão de representar o Brasil
“O que incomoda é que faz tempo que o Brasil não vence uma Copa do Mundo. Somos a maior seleção do mundo, e quando fica sem ganhar por muito tempo, essa pressão acontece”, explicou o centroavante. Ele ressalta que a dinâmica na Seleção é diferente de um clube, onde os jogadores treinam e jogam juntos durante toda a temporada. “A gente vem se conhecendo mais. A questão de ser o Vini do Real Madrid, o João Pedro do Chelsea ou o Raphinha do Barcelona, daqui a pouco isso vai começar a andar”, garantiu.
Entrosamento e adaptação como solução
João Pedro acredita que com mais tempo de treino e adaptação, os jogadores conseguirão replicar o desempenho de seus clubes com a camisa amarelinha. “A gente precisa estar treinando junto como faz no clube, onde a gente passa o ano inteiro. Na seleção você faz uma coisa diferente do que faz no clube, então precisa se adaptar rápido. Tendo mais tempo de treinamento, as coisas começam a caminhar melhor”, concluiu.
Fonte: www.espn.com.br
