Jürgen Klopp revela bastidores de ‘tretas’ com Salah e Mané no Liverpool e aponta Firmino como o ‘único tranquilo’

Klopp detalha desafios com Salah e Mané

Jürgen Klopp, em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, abriu o jogo sobre as dinâmicas de seu poderoso trio de ataque no Liverpool, formado por Mohamed Salah, Sadio Mané e Roberto Firmino. O técnico alemão admitiu que lidar com as personalidades fortes e a competitividade de Salah e Mané era um desafio constante, embora reconheça que eram jogadores que faziam a diferença em campo.

“O tempo que tivemos Salah e Sadio (Mané) juntos foi um desafio. Claro que eles eram desafiadores. Jogadores especiais são sempre desafiadores”, afirmou Klopp, brincando em seguida: “Fale para mim um jogador especial no mundo que não é (desafiador de lidar)…”.

Firmino, o ‘tranquilo’ do ataque

Em contrapartida, Klopp apontou Roberto Firmino como o único integrante do trio que não lhe dava trabalho. O treinador explicou que o brasileiro era mais maleável e menos propenso a questionamentos sobre escalações ou tempo de jogo.

“Aliás, o único que não era (difícil de lidar) era o Bobby Firmino”, declarou o técnico. Ele também mencionou a dificuldade em gerenciar o rodízio de Salah, que frequentemente resistia a ser substituído: “Fazer o Mo (Salah) participar do rodízio (nas escalações) era muito difícil. Eu falava para ele: ‘Você não pode jogar três vezes por semana’, e ele respondia: ‘Sim, eu posso’. Você sempre fica numa situação delicada nesses momentos”.

A briga pública com Salah e a reconciliação

Klopp recordou um dos momentos mais marcantes de conflito com Salah, ocorrido durante uma partida contra o West Ham em abril de 2024, quando o egípcio foi substituído e protagonizou uma cena de irritação na lateral do campo. O treinador admitiu que a “treta” foi intensa, mas garantiu que a relação profissional foi rapidamente restabelecida.

“No fim das contas, eu fico feliz e orgulhoso de ter feito parte de toda a jornada de Salah no time. Eu sei que nós tivemos nosso confronto. Não foram grandes brigas, mas aconteceram… Como aquela contra o West Ham. Cinco segundos depois de tudo o que aconteceu, nós dois pensamos: ‘A gente não tem que fazer isso em público, será que dá para rebobinar?'”, relatou.

“Na manhã seguinte, já estava tudo bem entre a gente, mas quando as coisas acontecem em público é sempre pior… Nunca perdemos o respeito um pelo outro, e é por isso que eu fico feliz. Ele ficou muito bravo comigo por um segundo porque eu o tirei aos 43 do segundo tempo, e eu só conseguia me perguntar: ‘Por que tudo isso?'”, completou.

Despedida de Salah e o ‘filme’ no Liverpool

Com o anúncio recente de que Salah deixará o Liverpool ao final da temporada, Klopp fez uma analogia ao descrever a trajetória do jogador no clube como um “filme lindo”. Ele reconheceu que conflitos pontuais foram parte da narrativa, mas sempre com propósitos válidos.

“O ‘filme’ do Salah (no Liverpool) foi uma obra linda. Claro que todo filme, para ficar interessante, tem que ter alguns momentos de drama. Nós tivemos nossas brigas, mas foram todas pelos motivos certos”, argumentou Klopp. O treinador antecipou que a despedida do atacante em maio será um “grande dia” e “muito especial”.

Fonte: www.espn.com.br

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