Decisão Urgente da Justiça Carioca
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem um prazo de três dias para efetuar o pagamento de aproximadamente R$ 800 mil a Gamil Foppel, ex-diretor jurídico da entidade. A decisão, proferida pelo juiz Thomas Melo, da 1ª Vara Cível de Madureira, no Rio de Janeiro, foi publicada nesta quinta-feira (9). Caso o pagamento não seja realizado dentro do prazo estipulado, a CBF poderá ter bens penhorados.
Acusações de Xenofobia e Perseguição Regional
Na ação judicial, Foppel alega que o ambiente na CBF tornou-se hostil para prestadores de serviço oriundos da Bahia após a saída do ex-presidente Ednaldo Rodrigues e a ascensão de Samir Xaud. Segundo o ex-diretor, houve um padrão de perseguição a profissionais baianos, com demissões que desconsideraram critérios de eficiência e meritocracia. Ele afirma que a maioria dos colaboradores com o código de área telefônica 71 (Bahia) foram desligados, independentemente de seus vínculos com a antiga gestão.
Recuperação de Ativos e Demissão Injusta
Gamil Foppel, que atuou na CBF por 11 meses, relata ter viabilizado a recuperação de R$ 1 bilhão em ativos para a entidade, com um índice de sucesso superior a 90% em decisões judiciais. Apesar de sua contribuição, ele sustenta que sua demissão ocorreu unicamente por sua origem geográfica. O advogado cobra salários atrasados, verbas rescisórias e multas contratuais, que, somadas aos honorários advocatícios, ultrapassam os R$ 800 mil.
Próximos Passos e Silêncio da CBF
Foppel declarou que pretende levar o caso ao Ministério Público do Trabalho, intensificando a denúncia sobre o que considera um ato de xenofobia. Procurada pela reportagem, a CBF informou que não comentaria a decisão judicial. A entidade agora corre contra o tempo para cumprir a determinação da Justiça e evitar a penhora de seus bens.
Fonte: www.espn.com.br
