Um Vínculo Profundo com o Brasil
Matteo Berrettini, um dos nomes mais conhecidos do tênis italiano, carrega consigo um laço inegável com o Brasil. Sua conexão vai além das quadras, mergulhando em suas origens familiares. Sua avó, Lucia Fogaça, nascida no Rio de Janeiro, mudou-se para a Europa há seis décadas. Foi em uma viagem ao Brasil como turista que ela conheceu o avô do tenista. Essa herança brasileira é algo que Berrettini valoriza profundamente.
“Ela nasceu no Rio, cresceu aqui e conheceu o meu avô na Itália, quando viajou para lá como turista. Ela se sente muito brasileira e, desde que eu era pequeno, contava-me coisas do Brasil e como essa história tem grande significado para ela e para mim também”, revelou o tenista, que chegou a ser falado em português em sua infância, o que o conecta especialmente com a palavra “saudade”.
Primeiros Passos no Rio e a Busca por Recuperação
A primeira vez que Berrettini pisou em solo brasileiro para competir foi em 2022, no Rio Open. Naquela ocasião, ele ostentava o posto de cabeça de chave número 1 e era o sexto melhor tenista do mundo. Sua trajetória no torneio, no entanto, foi interrompida pelo jovem fenômeno Carlos Alcaraz nas fases seguintes. Apesar da derrota, as lembranças do Rio permanecem vívidas, incluindo o sabor da feijoada preparada por sua avó e a paixão dos brasileiros pelo esporte.
“Eu conheço um prato famoso, a feijoada. Eu gosto muito, e ela costumava fazer quando eu era criança. É muito pesada (risos)”, comentou em 2022. Ele também admira a energia contagiante dos brasileiros: “Eu gosto como os brasileiros são apaixonados por esportes, especialmente por futebol, mas pelo tênis também”.
Um Novo Capítulo no Rio Open
Quatro anos após sua estreia, Berrettini retorna ao Rio Open com um status diferente. Atualmente ocupando a 58ª posição no ranking mundial, ele tem lutado para recuperar a forma após uma série de lesões que o afastaram das competições. Sua jornada em 2024 começou com uma vitória sobre o chileno Barrios Vera na primeira rodada, e agora ele se prepara para enfrentar o sérvio Dusan Lajovic em busca de uma vaga nas quartas de final.
A volta ao Brasil representa mais do que um torneio; é uma oportunidade de se reconectar com suas raízes e, quem sabe, reencontrar o caminho das grandes vitórias. A semelhança cultural entre italianos e brasileiros, descrita por ele como um “sangue quente, muito apaixonados”, pode ser um ingrediente extra para impulsionar seu desempenho na Cidade Maravilhosa.
Fonte: www.espn.com.br
