MotoGP em Goiânia: Autódromo Ayrton Senna se prepara para receber a pista mais rápida do mundial após R$ 250 milhões em obras

MotoGP Retorna ao Brasil: Goiânia Sedia Etapa Histórica no Autódromo Ayrton Senna

Pista Reformada Promete Velocidade Máxima e Desafios para Pilotos na ‘Capital Mundial’ da Motovelocidade

Goiânia se prepara para reviver os tempos de glória na motovelocidade mundial. Após um hiato de quase 40 anos, a capital goiana sediará a segunda etapa da temporada da MotoGP entre os dias 20 e 22 de março, no Autódromo Internacional Ayrton Senna. A expectativa é de uma corrida eletrizante, com a promessa de ser uma das pistas mais rápidas do calendário, mas também com desafios significativos para os competidores.

Autódromo Ayrton Senna: De Volta ao Cenário Internacional

O Autódromo Internacional Ayrton Senna, que já foi palco de três etapas da MotoGP entre 1987 e 1989, passou por uma extensa e moderna reforma. Com um investimento de R$ 250 milhões do Governo de Goiás, o circuito foi completamente revitalizado. A pista de 3,835 km foi recapeada, alargada e recebeu melhorias nas áreas de escape e boxes, adequando-se aos mais altos padrões internacionais. O autódromo, inaugurado em 1974, já tem histórico em receber outras categorias de automobilismo, como Fórmula Truck, Stock Car e Copa Truck.

Velocidade e Estratégia na Pista Goiana

Comparada ao circuito tailandês de Buriram (4,554 km), a pista de Goiânia é mais curta, mas o ex-piloto Alex Barros, o último brasileiro a competir na MotoGP, aposta que será a mais rápida do mundial. Com uma reta principal longa, ele prevê velocidades máximas entre 340 km/h e 350 km/h. “É uma pista curta, com uma reta muito longa, acho que a velocidade máxima no final da reta vai ser muito alta”, comentou Barros. O tempo por volta também deve ser recorde, com estimativas girando em torno de 1 minuto e 15 segundos.

Desafios Climáticos e o Legado do GP

Além da velocidade, as condições climáticas do Centro-Oeste brasileiro serão um fator crucial. O calor e o clima seco de Goiânia podem impor um desgaste físico adicional aos pilotos. “Vai ser uma corrida suada para os pilotos. Goiânia é quente, seco, então os pilotos também devem sofrer um pouquinho com este tipo de condição”, alertou Barros. A expectativa é de um grande impacto para a cidade, com a previsão de receber 150 mil pessoas, entre turistas e envolvidos com o evento, e um impacto econômico estimado em R$ 870 milhões, gerando cerca de 4 mil empregos.

Um Retorno Aguardado e o Mercado Brasileiro

O retorno da MotoGP ao Brasil, que não acontecia desde 2004 no Rio de Janeiro, é celebrado por Alex Barros, que destaca a importância do país no mercado global de motocicletas. “O Brasil é um dos principais mercados do mundo de motocicletas”, afirmou. A produção anual de 2 milhões de unidades no país reforça o potencial e o interesse das montadoras e da Dorna (organizadora da MotoGP) em ter o Brasil no calendário. O GP do Brasil é a quarta edição a ser realizada no país, com passagens anteriores por Goiânia, Interlagos (SP) e Jacarépaguá (RJ).

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Fonte: www.espn.com.br

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