Neymar explica ausência em jogo e detalha sacrifícios da carreira
O craque Neymar abriu o jogo sobre sua rotina e os desafios da vida de jogador de futebol em um episódio recente de sua série no YouTube. O jogador explicou o motivo de não ter atuado na partida contra o Cruzeiro, em março, e desabafou sobre a pressão e os sacrifícios que a profissão exige desde a infância.
‘Não me senti confortável em jogar’, revela Neymar sobre jogo contra o Cruzeiro
Neymar esclareceu a polêmica em torno de sua ausência no confronto contra o Cruzeiro. Segundo o jogador, após a partida contra o Internacional, sentiu um desconforto na posterior da coxa e, a conselho médico, optou por não atuar para evitar riscos. “Eu sou um cara que, dentro de campo, não consigo me poupar. Sempre quero dar o meu máximo em tudo. É muito ruim jogar com tudo isso na cabeça”, comentou, justificando a decisão que gerou “bafafá geral”.
‘Massacrante no Brasil’: Neymar critica a pressão e a falta de compreensão sobre a vida de jogador
O camisa 10 do Santos, que iniciou sua carreira profissional precocemente, lamentou a intensidade da pressão exercida sobre os jogadores no Brasil. Ele relembrou os sacrifícios feitos na adolescência, abrindo mão de momentos de lazer com amigos para se dedicar aos treinos. “Eu já estou há 20 anos nessa situação. É o preço de ser jogador. É difícil. No Brasil, é muito massacrante. A galera te massacra demais e não entende que você é uma pessoa normal”, desabafou.
Neymar questiona falta de ‘vida normal’ e a impossibilidade de errar
Visivelmente chateado, Neymar questionou por que jogadores de futebol não podem ter uma vida normal, como as demais pessoas, em seus dias de folga. Ele ressaltou que, assim como qualquer um, também sente dor, chora, fica de mau humor e feliz. “Por que não posso fazer coisas normais? Na sua folga, você, que é trabalhador, vai trabalhar de novo?”, questionou o atleta. O jogador também expressou frustração com a cobrança excessiva e a falta de margem para erros. “Eu não posso errar, não posso. Mas já errei pra p**. Eu abaixo a cabeça, assumo, e faz parte. Tenho 34 anos, já errei muito e ainda vou errar pra p**”, finalizou, em referência à sua idade e à inevitabilidade de falhas.
Fonte: www.espn.com.br
