Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, morre aos 68 anos: a lenda do basquete que marcou o esporte mundial

O adeus a um ícone do basquete

O Brasil se despede de Oscar Schmidt, o lendário jogador de basquete carinhosamente apelidado de “Mão Santa”. Oscar faleceu aos 68 anos nesta sexta-feira (17), em Santana de Parnaíba, São Paulo, após passar mal em sua residência. A notícia foi confirmada pela família, que em comunicado ressaltou a força e a inspiração que o ex-atleta representou, não apenas nas quadras, mas também em sua luta de 15 anos contra um tumor cerebral.

Uma carreira de recordes e paixão pelo esporte

Nascido em Natal, Oscar Schmidt iniciou sua jornada no basquete aos 16 anos em São Paulo, passando pelas categorias de base do Palmeiras. Sua ascensão foi meteórica, defendendo o Sírio e conquistando o Mundial Interclubes em 1979. A partir daí, sua carreira se tornou sinônimo de excelência e recordes. Disputou sua primeira Olimpíada em Moscou, 1980, e construiu uma carreira internacional de mais de uma década na Itália, além de passagens marcantes por clubes brasileiros como Corinthians e Flamengo nos anos 1990.

“Mão Santa” e a “Dream Team”

Oscar Schmidt é o maior pontuador da história do basquete, com mais de 49 mil pontos em sua carreira profissional. Pela seleção brasileira, sua marca é igualmente impressionante: o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, acumulados em cinco participações consecutivas. Um dos momentos mais icônicos de sua carreira foi em Seul 1988, quando anotou 55 pontos contra a Espanha, um recorde em uma única partida olímpica. Em 1992, teve a honra de enfrentar a lendária “Dream Team” dos Estados Unidos, formada por astros como Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, marcando 24 pontos.

Legado que inspira gerações

A família de Oscar Schmidt destacou em nota que o legado do “Mão Santa” transcende o esporte, inspirando gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo. Mesmo diante de sua batalha contra o câncer, diagnosticado em 2011 e com tratamento até 2022, Oscar manteve sua força e dignidade, sendo um exemplo de resiliência. A despedida do craque será reservada aos familiares, em um momento íntimo, como era o desejo da família.

Fonte: forbes.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *