Phil Rajzman: Do Sonho de Infância à Vida no Paraíso do Surfe no Havaí

A Conexão Havaiana Começou Cedo

Aos 15 anos, o carioca Phil Rajzman deu seus primeiros passos no lendário arquipélago havaiano, levado por seu padrinho no surfe, Rico de Souza. O sonho, alimentado desde a infância por fotos na Barra da Tijuca, era vivenciar o berço do surfe mundial. As ondas grandiosas e o cenário exuberante de Makaha, onde logo pegou um swell expressivo, confirmaram a familiaridade com o ambiente, apesar da imponência inicial. A bagagem de competições e a experiência em ondas desafiadoras no Brasil, somadas a uma vitória sobre Joel Tudor, abriram as portas para sua ascensão internacional.

De Atleta de Elite a Morador de Waikiki

Por mais de duas décadas, o Havaí foi palco das temporadas de inverno de Rajzman, seja para competir no Tour, aprimorar suas habilidades ou gerar conteúdo para patrocinadores ao lado de nomes como Raoni Monteiro e Bruno Santos. Há três anos, o tricampeão mundial de longboard (2007 e 2016 pela WSL, 2004 pela Oxbow) trocou a rotina de atleta itinerante por uma vida mais estável em Waikiki, em Honolulu. Lá, divide seu tempo entre aulas de surfe personalizadas e o turismo, mantendo uma rotina intrinsecamente ligada ao mar e à natureza.

O Surfe como Estilo de Vida e Equilíbrio

Para Phil Rajzman, o surfe transcende a competição; é um estilo de vida que dita o ritmo das atividades. “A gente vive em função do clima e das condições do mar”, explica. Quando as ondas não estão ideais, a pesca, a vela ou a canoa havaiana preenchem o tempo, sempre com o oceano como protagonista. Essa imersão constante na natureza, segundo ele, promove uma conexão mais profunda e um fluxo de vida mais natural, longe da “rotina massacrante dos grandes centros”. Ele encontrou em Waikiki um equilíbrio que reflete a simplicidade de sua infância e adolescência em Búzios.

Um Legado de Respeito e Conexão com o Mar

Apesar de vir ao Brasil a cada dois meses, a base de Rajzman agora é no Havaí. Ele faz questão de surfar sempre que pode, reservando pelo menos dois dias por semana para compartilhar a paixão com a filha Coral, de 6 anos, que já compete e aprende a respeitar o oceano. A experiência de viver no sul da ilha de Oahu no verão, explorando picos e trilhas novas, contrasta com as temporadas de inverno focadas nas ondas gigantes da costa norte, como Pipeline e Waimea. Com a possibilidade de atravessar a ilha em pouco mais de uma hora, as opções de lazer são vastas. Conquistar respeito no Havaí, para Rajzman, não se mede apenas por títulos, mas pela atitude de dividir os picos e entender a dinâmica do mar. “Posso dizer que já carrego um pedaço do Havaí em mim”, conclui.

Fonte: www.waves.com.br

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