Crise e caos no Grêmio Catanduvense
O retorno do Grêmio Catanduvense ao futebol profissional, após seis anos de inatividade, está sendo marcado por uma profunda crise. O clube amarga uma sequência desastrosa na Segunda Divisão do Campeonato Paulista, com 10 derrotas em 10 jogos e um saldo de 59 gols sofridos. A situação se agrava com denúncias de má gestão, problemas financeiros e um presidente com histórico de violência.
Presidente com prisão revogada e denúncias de agressão
Às vésperas da estreia, o diretor executivo Marcelo Silva se deparou com um cenário desolador. O presidente do clube, Sérgio Gomes, havia sido preso na semana anterior por agressão doméstica. No alojamento, que deveria abrigar 16 atletas, encontravam-se 27, com mais de dez dormindo em uma sala. A situação financeira era igualmente alarmante: muitos jogadores haviam entregado dinheiro ao presidente, entre R$ 1 mil e R$ 3 mil, em troca de uma vaga no elenco profissional, promessas que, em sua maioria, não foram cumpridas.
Diretor executivo se demite e denuncia ‘sociopata’
Marcelo Silva, que assumiu os custos de inscrição dos primeiros 11 atletas do próprio bolso para garantir a participação do clube no campeonato, relata que, após a soltura de Sérgio Gomes, o comportamento do presidente o levou a uma profunda decepção. “Ele é um sociopata, um cara que se faz de vítima em toda situação”, afirmou o ex-executivo. A discórdia culminou com a saída de Silva do clube em abril, que sentiu que não tinha mais como trabalhar diante da gestão de Gomes. O clube, por sua vez, emitiu um comunicado informando que Marcelo não fazia mais parte do quadro de diretor executivo.
Amadorismo e futuro incerto
A falta de estrutura e organização se refletiu em campo. Em um dos jogos, o time entrou em campo com apenas nove atletas, dois a menos do que o permitido, a maioria da base. Após uma partida, os jogadores esperaram por marmitas prometidas pelo presidente, que nunca chegaram, obrigando Marcelo a arcar com os custos de um restaurante. A gestão de Sérgio Gomes, que foi eleito em 2022 com a missão de reativar o clube, parece ter levado o Grêmio Catanduvense a um futuro incerto, com a torcida e os poucos jogadores restantes sem esperanças de recuperação a curto prazo.
Fonte: www.gazetaesportiva.com