Investigação Aprofunda Busca por Provas no Parque São Jorge
O promotor Cássio Roberto Conserino esteve no Parque São Jorge por aproximadamente 4h30, em uma diligência focada em coletar documentos cruciais para as investigações que envolvem os ex-dirigentes do Corinthians, Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves. O objetivo principal foi obter acesso a documentações que comprovem a materialidade de delitos suspeitos, especialmente a retirada de vultosas quantias em dinheiro vivo.
Planilhas de Saques em Espécie e Sigilo Bancário em Destaque
Conserino destacou a produtividade da reunião, informando que foram delineadas linhas de raciocínio para a coleta de provas. O Corinthians comprometeu-se a quebrar o sigilo bancário e fiscal, fornecendo documentação que detalha a retirada de R$ 3,5 milhões em espécie durante o mandato de Andrés Sanchez. Essas retiradas estão em consonância com planilhas já apresentadas na investigação. Operadores como Denilson Grilo e João Odair de Souza também foram mencionados como envolvidos na movimentação financeira.
Conselho Fiscal e Deliberativo Sob Lupa: Documentação de Aprovação Ausente
Apesar de ter tido acesso a algumas notas do Conselho Fiscal e Deliberativo, o promotor apontou a ausência de documentos que fundamentaram a aprovação das contas. “Nós não conseguimos acessos as documentações que ensejaram a aprovação das respectivas contas”, explicou Conserino. Embora o clube tenha colaborado, as notas fiscais que levaram às decisões de aprovação ou reprovação não estavam disponíveis no momento da visita. O promotor ressaltou que o Corinthians se comprometeu a enviar o restante da documentação pendente em até cinco dias, e a documentação bancária em dez dias.
Corinthians se Posiciona como Vítima e Busca Transparência
O promotor Cássio Conserino enfatizou que o Corinthians é a principal vítima em todo o processo, com potencial para reparação de danos morais e materiais em caso de condenação. Ele incentivou o clube a se colocar genuinamente nessa posição. O vice-presidente jurídico do clube, Pedro Soares, assegurou o compromisso da gestão com a transparência total perante o Ministério Público e a torcida, resguardando a imagem e a marca do Corinthians durante as investigações. A gestão atual busca facilitar ao máximo o trabalho das autoridades.
Relembre Denúncias Anteriores
Em outubro de 2025, o Ministério Público já havia denunciado Andrés Sanchez e Roberto Gavioli por irregularidades nos cartões corporativos do clube entre 2018 e 2020, com cobrança de ressarcimento superior a R$ 480 mil. Recentemente, Duílio Monteiro Alves tornou-se réu por apropriação indébita, após denúncia de gastos indevidos em itens pessoais entre 2021 e 2023, totalizando R$ 41.822,62, com pedido de danos materiais adicionais de R$ 31.366,96.
Fonte: www.espn.com.br
