Ronda Rousey critica duramente card do UFC na Casa Branca e ataca política salarial da organização

Ronda Rousey ataca UFC com críticas contundentes ao card da “Casa Branca” e política salarial

Ex-campeã do peso-galo aponta queda na qualidade dos eventos e desvalorização dos lutadores, contrastando com o passado e o potencial financeiro da empresa.

Relação desgastada e críticas ao “UFC Freedom 250”

A relação entre Ronda Rousey e o UFC parece ter chegado a um ponto de ruptura, especialmente após o fracasso nas negociações para seu retorno ao MMA. Em coletiva de imprensa para anunciar sua luta contra Gina Carano em 16 de maio, promovida pela “Most Valuable Promotions”, a ex-campeã não poupou críticas ao estado atual da organização. Rousey detonou o card planejado para o evento na Casa Branca, o “UFC Freedom 250”, descrevendo-o como aquém das expectativas e uma demonstração de que o foco do UFC não é mais a qualidade das lutas.

“Eles insistiram nisso por mais de um ano e ficou extremamente aquém das expectativas. Ele (Dana White) ficou tão chateado sobre isso que ele estava falando sobre uma luta que caiu na véspera. Posso garantir que ele também não está feliz (com o card do UFC Casa Branca)”, declarou Rousey, sugerindo que nem mesmo o presidente da organização está satisfeito com a direção tomada.

Mudança de comando e o impacto financeiro nos atletas

Rousey atribui as mudanças negativas na administração do UFC à aquisição da empresa pela Endeavor, anos atrás. Na sua visão, apesar de Dana White manter o cargo de presidente, a nova gestão comprometeu a qualidade da organização, especialmente no que diz respeito à política salarial. A ex-campeã relembrou que o UFC já foi um dos melhores lugares para se ganhar a vida no mundo das lutas, mas que agora se tornou “um dos piores”.

“Por isso, muitos dos seus melhores atletas estão indo embora para encontrar pagamento em outro lugar. É por isso que campeãs como Valentina (Shevchenko) estão vendendo fotos dos peitos no OnlyFans”, exemplificou Rousey, destacando a dificuldade financeira enfrentada por muitos lutadores, inclusive os de ponta, que não conseguem prover para suas famílias com os salários oferecidos pelo UFC.

Apelo por salários dignos e o retorno de “Rowdy”

A lutadora ressaltou o paradoxo de a companhia ter recebido 7,7 bilhões de dólares de um contrato de transmissão, enquanto muitos atletas vivem “no nível da pobreza lutando em tempo integral”. Rousey defende que o UFC tem a capacidade financeira para oferecer salários dignos e, no mínimo, igualar o que os atletas ganham em outros esportes. A declaração surge em meio ao seu próprio retorno ao MMA profissional após quase uma década afastada, enfrentando Gina Carano em um evento que, segundo ela, foi oferecido ao UFC, mas as negociações não avançaram.

Fonte: agfight.com

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