Por que a rivalidade entre Strickland e Chimaev chamou atenção?
A semana que antecedeu o UFC 328 foi marcada por uma tensão palpável entre Sean Strickland e Khamzat Chimaev. A rivalidade entre os dois lutadores parecia ter escalado a ponto de uma briga fora do octógono ser iminente. No entanto, a cena pacífica entre os desafetos após a disputa no evento principal do último sábado (9) surpreendeu os fãs. Strickland, que saiu vitorioso e se tornou o novo campeão peso-médio, explicou o clima de guerra pré-luta em coletiva de imprensa pós-show.
Strickland: ‘Eu vendo lutas’
Com um tom mais ameno do que o visto nas semanas anteriores, o americano minimizou a rixa com Chimaev, classificando sua postura como uma estratégia comercial para promover o evento. Segundo Strickland, o cenário atual do UFC, que ele considera ‘chato’, justifica suas declarações e atitudes intempestivas como forma de entreter e atrair a atenção do público. “Eu vendo lutas. Olhe para o UFC, quão chato ele é. Sério, o UFC é chato para c***. Vocês conhecem pelo menos metade do plantel (de lutadores)? Tirando Alex (Poatan) – e ele nem fala, ele é só grande e assustador, esse cara nocauteia todo mundo… Mas tirando o Alex, é chato para c***”, disparou o campeão.
Rivalidade fake? A verdade por trás das provocações
Apesar de admitir o viés comercial, Strickland refuta a ideia de que a rivalidade com Chimaev foi totalmente fabricada. Ele relembra o incidente em que o russo o chutou durante a encarada na coletiva de imprensa pré-evento. Além disso, os dois já possuíam um histórico de desentendimentos desde os tempos em que treinavam juntos na academia ‘Xtreme Couture’, em Las Vegas. “Eu não gosto de ser ameaçado. E talvez é apenas quem ele é como pessoa, mas quando ele estava na academia, ele era realmente ameaçador. Ele tinha essa postura ameaçadora. E talvez seja o homenzinho dentro de mim, mas quando você me ameaça, eu quero matar você. E talvez ele não tenha entendido dessa forma. Talvez seja apenas o senso de humor checheno dele, mas sempre na academia, ele estava tentando me sacanear. A ponto de eu falar: ‘Vamos fazer sparring’. E nós nunca fazíamos sparring (juntos)”, contou o americano.
O respeito que nasce no octógono
A mudança de postura entre os dois desafetos dentro do octógono, culminando com Chimaev colocando o cinturão no algoz após o anúncio da vitória, foi atribuída por Strickland a uma conexão única entre atletas. “Tem algo que a menos que você tenha tido essa experiência, você não vai saber como é. Quando você enfrenta outro homem, sua alma fica exposta. Quando você está sangrando e ele está sangrando, eu quero desistir, ele quer desistir, nós não queremos estar lá… Você apenas cria um nível de respeito um pelo outro. Isso transcende raça, religião, nacionalidade, país. É algo que vocês não sabem. Você meio que se torna irmão de alguém depois que você e ele tentam morrer, vencendo ou perdendo”, concluiu.
A declaração de Strickland parece encerrar a rixa pessoal, mas resta saber o futuro da rivalidade esportiva, seja em uma eventual revanche pelo cinturão peso-médio ou com a possível subida de Chimaev para a divisão dos meio-pesados.
Fonte: agfight.com
